Cotidiano

Mesmo com coleta restabelecida, lixo ainda acumula-se por calçadas da Capital

Serviço foi restabelecido na quinta-feira passada (23)

Kemila Pellin Publicado em 30/10/2015, às 15h24

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Serviço foi restabelecido na quinta-feira passada (23)

Uma semana depois da coleta de lixo ser retomada, e da empresa se comprometer, diante da Justiça, a não paralisar o serviço enquanto a Comissão Especial de Análise dos serviços estiver trabalhando, o que se vê em alguns bairros da Capital ainda são dezenas de sacos espalhados pelas calçadas.

Na região oeste da cidade, até o final da tarde de quinta-feira (29), os moradores ainda estavam esperando pela regularização do serviço, que foi realizado pela última vez, na noite em que a Solurb retomou as atividades. “Faz exatamente uma semana que eles não passam. Normalmente hoje seria dia, então vamos tirar todo o lixo que está lá dentro e colocar na calçada, como fizemos na sábado e na segunda, se não passarem de novo, vamos ter que guardar mais uma vez”, conta Luiz Marcos Soares, de 56 anos, proprietário de uma eletrônica na Vila Bandeirantes.

Na Rua Marechal Floriano, já no Bairro Cophavila, a situação consegue ser ainda pior. Segundo Juliana Souza, de 30 anos, há pelo menos duas semanas o caminhão de lixo não passa por ali. “Desde que voltou a coleta eles ainda não passaram, daí fica assim, tudo amontoado nas lixeiras. As crianças querem sentar na sombra da árvore para brincar e o mau-cheiro incomoda. Ta bem complicado”, contou.

Nas ruas, a equipe de reportagem do Jornal Midiamax ainda flagrou sacos de lixo amontoados no Bairro Amambaí, ao lado do prédio da ACCC-MS (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer) e na região do Bairro Taquarussu. 

O presidente do Steac (Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Asseio e Conservação de MS), Wilson Gomes, alegou que o serviço está sendo prestado de forma integral, e não tem conhecimento de locais sem coleta.

Acordo

Depois de paralisarem totalmente os serviços, dia 21 deste mês, por não ter combustível nos caminhões e verba para quitar a dívida com os fornecedores, a Justiça autorizou o repasse de R$ 4,2 milhões, que estavam bloqueados no Caixa da Prefeitura, para que a empresa retomasse as atividades. A coleta foi restabelecida na quina-feira (22).

No mesmo dia, uma audiência na 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos do Fórum de Campo Grande, resultou em uma uma comissão, formada pelas duas partes, para auditar as notas fiscais referentes a junho, julho e agosto, que ficaram em aberto no mandato do prefeito afastado, Gilmar Olarte. Durante o tempo em que as notas forem revisadas, tanto a Solurb quanto o Município, se comprometeram a não deixar o serviço parar novamente. 

Jornal Midiamax