Cotidiano

MEC anuncia mais cortes e greve nas universidades federais de MS continua

Cortes devem chegar a 60%, sendo 50% em investimentos e 10% em custeio

Thatiana Melo Publicado em 24/06/2015, às 11h40

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Cortes devem chegar a 60%, sendo 50% em investimentos e 10% em custeio

A reunião na tarde dessa terça-feira (23), no MEC (Ministério da Educação), com a comissão da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para a discussão do reajuste salarial e reestruturação da carreira, não teve avanços e sim avisos de que cortes seriam feitos.

De acordo com Marco Aurélio, diretor financeiro, da Adufms, foi dito na reunião que haveria cortes de 50% em investimentos e 10% no custeio. “Mas, uma nova contraproposta está sendo feita para que não haja cortes no custeio e só até 25% em investimentos”, afirma Marco Aurélio. Segundo ele, a Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) está elaborando a proposta para ser enviada novamente ao MEC.

Ainda segundo Marco Aurélio foi ressaltado na reunião que só o Ministério do Planejamento poderia fazer a negociação do reajuste salarial de 27%, para ser incluso na LOA (Lei Orçamentária Anual) e a reestruturação da carreira dos profissionais.

Segundo o diretor financeiro ainda não há como prever a reposição das aulas, já que só é possível com o fim da greve, mas que em dezembro as aulas devam se estender. Sobre a questão de acadêmicos que iriam se formar no fim deste ano, com a greve as formaturas terão que ser adiadas pelo tempo que permanecer a greve, além disso, todos os estágios também estão suspensos, salvo exceções, que podem prejudicar terceiros, afirma Marco Aurélio.

Segundo informações 60% dos professores estão paralisados, de um total de 1.300 docentes distribuídos em dez campos no Estado. Ao todo 16 mil alunos ficarão sem aula durante a suspensão do calendário acadêmico. Na próxima quinta-feira (25) uma manifestação está marcada para ocorrer no centro da Capital.

Greve

Os professores e administrativos reivindicam um reajuste de 27% e reestruturação da carreira. O reajuste segundo o comando de greve é em relação à inflação de junho de 2011 a julho de 2016, este percentual deverá ser aprovado para a inclusão na LOA (Lei Orçamentária Anual) deste ano e aplicado a partir de 2016.

Jornal Midiamax