Cotidiano

José Rainha diz que MST pretende ocupar 20 áreas no Estado

Movimentos se reúnem com vice-presidente do Incra

Midiamax Publicado em 05/08/2015, às 12h33

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Movimentos se reúnem com vice-presidente do Incra

Cerca de 50 representantes de 10 movimentos sociais esperam pela chegada do vice-presidente-nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Leonardo Góes Silva, para tratar sobre as questões fundiárias em Mato Grosso do Sul. Conforme José Rainha, ex-líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), os grupos pretendem ocupar 20 áreas em diferentes regiões do Estado.

Representantes do MAF (Movimentos da Agricultura Familiar), OLT (Organização da luta pela Terra), Masc (Movimento da Agricultura Social Cristão), MTR (Movimento dos Trabalhadores Rurais), FNL (Frente Nacional de Luta), MAC (Movimento da Agricultura Camponesa), MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro), MBST (Movimento Brasileiro do Sem Terra), LC (Ligas Camponesas) participam de vários debates que tiveram início nessa terça-feira (4).

A reunião com o presidente-nacional do Incra acontece nesta manhã de quarta-feira (5). Segundo José Rainha, o objetivo é estipular prazo para que 20 áreas sejam desapropriadas.

 “Faremos uma reunião técnica para desapropriação dessas terras para que algumas famílias sejam assentadas. Queremos que o vice-presidente nacional do Incra informe os prazos para que isso aconteça. Não vamos respeitar latifúndio improdutivo, vamos ocupar. Só assim para termos terra”, declara.

Segundo José Rainha, 239 ações de desapropriação estão aguardando decisão judicial. “Queremos o andamento desses processos que estão parados na justiça. É um abandono total da reforma agrária. O compromisso do governo federal é apenas com o agronegócio e pelo que estou vendo no Estado é a mesma coisa. Eram R$ 900 milhões para a reforma agrária, destes R$ 400 milhões só para o Estado, mas o recurso foi cortado pela metade”, afirma.

O representante intersindical da central da classe trabalhadora e fundador da OLT, Rodrigo Carrapicho, diz que caso os prazos para desapropriação, que segundo eles, serão estipulados nesta manhã pelo presidente nacional do Incra, não sejam cumpridos, os grupos vão ocupar as áreas.

“Vamos ocupar, fazer manifestações para que seja cumprido o prazo para desapropriação dessas 20 novas áreas. Não vamos respeitar áreas improdutivas”, ressalta.

Segundo a assessoria de comunicação do Incra regional, a reunião com o vice-presidente nacional do instituto será realizada nesta manhã, no Shopping Marrakech.

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