Cotidiano

Greve dos enfermeiros não afeta atendimentos, destaca secretário

A greve é para reivindicar o reajuste anual de 8,5%

Kemila Pellin Publicado em 20/06/2015, às 20h00

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A greve é para reivindicar o reajuste anual de 8,5%

Os enfermeiros da rede pública da saúde de Campo Grande cumpriram a promessa feita na última quarta-feira (17) de entrar em greve neste sábado (20). A decisão foi votada em uma audiência entre os servidores no dia 11 deste mês, para reivindicar o reajuste anual de 8,5%.

O Sindicato dos Trabalhadores da Enfermagem da Prefeitura de Campo Grande (Sinte/PMCG) representa aproximadamente mil profissionais. De acordo com o representante da comissão negociadora dos trabalhadores de enfermagem, Hederson Fritz, em entrevista concedida na quarta, em maio a categoria encaminhou proposta ao chefe da Secretaria Municipal de Administração (Semad), Wilson do Prado, no entanto não houve acordo entre as partes.

“Não tem diálogo. Queremos o reajuste e a programação do piso digno conforme sugestão enviada ao secretário. Fizemos a proposta no mês passado e ele disse apenas que não teria como atender à categoria”, declara. Atualmente o salário dos técnicos de enfermagem é de R$ 1.300,00 e dos enfermeiros R$ 2.100,00.

O secretário de saúde, Jamal Salém destacou que a greve não está afetando os atendimentos nas Unidades de Ponto Atendimento (UPAs) e nos Centros Regionais de Saúde (CRSs), visto que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) não abrem aos finais de semana. “Nós estamos fazendo visitas as UPAs para saber como está a situação e até o momento está tudo tranquilo”, destacou.

O secretário ainda explicou que a assessoria política da Secretária de Saúde (Sesau) para saber a legalidade da greve, mas frisou que a paralisação não era necessária, visto que a prefeitura está aberta para discutir as questões do reajuste. “Nós nunca nos recusamos a discutir sobre os reajustes, ainda mais relativos à inflação, que é justo que seja feito anualmente, o problema é que estamos passando por um momento difícil na economia, não só da cidade como do país, então nós precisamos manter o diálogo antes de tomar medidas que prejudicar a população”, explica Jamal em desaprovação a greve.

A prefeitura ainda não soube informar o percentual dos profissionais que aderiram a greve, mas conforme depoimento anterior do representante da comissão negociadora, os setores de urgência e emergência das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) não vão aderir ao movimento, já nas demais alas, apenas 30% do efetivo permanecerá trabalhando.  Conforme o Sinte/PMCG, nos CRSs (Centros Regionais de Saúde), o quadro de funcionário é menor, portanto, apenas 30% do efetivo poderão aderir ao movimento, os 70% trabalharão normalmente.

Ainda segundo as informações, 50% dos enfermeiros que trabalham nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial), Hospital da Mulher e Hospital Dia continuarão trabalhando.  Já no CEM (Centro de Especialidades Médicas), no Cenort (Centro Ortopédico Municipal) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde) a paralisação será de 100%. Os administrativos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também devem aderir à greve.

A paralisação nos setores e urgência e emergência teve início neste sábado, já os trabalhadores da Atenção básica entrarão em greve na próxima segunda-feira (22). O movimento grevista seguirá por tempo indeterminado até que haja um acordo com a Prefeitura. 

Jornal Midiamax