Cotidiano

Empresários da fronteira são denunciados por venda de anabolizantes e suplementos

Produtos eram contrabandeados do Paraguai e enviado pelos Correios

Midiamax Publicado em 06/10/2015, às 19h51

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Produtos eram contrabandeados do Paraguai e enviado pelos Correios

O MPF-MS (Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul) ajuizou duas ações criminais contra empresários do ramo desportivo e seus funcionários envolvidos na comercialização ilegal de anabolizantes e suplementos alimentares oriundos do Paraguai. Os produtos, importados do Paraguai sem a autorização devida, eram vendidos sem registro ou conhecimento da Anvisa e encaminhados a clientes, em vários estados do país, pelos Correios.

Ao todo, 44 mercadorias foram apreendidas pela polícia entre 2008 e 2013. Os denunciados trabalhavam em duas lojas situadas em Ponta Porã, na fronteira do Brasil com o Paraguai, e mantinham sites das empresas. Com o surgimento de pedidos on-line, cruzavam a fronteira para adquirir os produtos e, então, já no Brasil, despachavam as encomendas, indicando um endereço falso como remetente.

Uma das empresas, a Treino Pesado, foi flagrada comercializando, por 17 vezes, anabolizantes e, por 13 vezes, suplementos alimentares, sendo um deles falsificado. Já a empresa Megaline Suplementos esteve envolvida na venda de 3 anabolizantes e 11 suplementos, um deles também falso.

Empresários da fronteira são denunciados por venda de anabolizantes e suplementosVídeos das postagens das mercadorias, extratos bancários, interceptações telefônicas e até laudo grafológico (de escrita) comprovam os crimes.

Pela comercialização ilegal de anabolizantes e suplementos alimentares, sete réus devem responder pelos crimes de contrabando, importação de produtos sem o registro regular nos órgãos de vigilância sanitária e importação de medicamento falsificado. O proprietário e os funcionários da Empresa Megaline responderão, também, por associação criminosa.

A comercialização de anabolizantes sem autorização é considerada crime hediondo. Se condenados, os denunciados podem pegar de 10 a 15 anos de reclusão.

(Com informações do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul)

Jornal Midiamax