Cotidiano

Com UPA inacabada na frente de casa, moradores dizem estar “a mercê da morte”

UPA deveria ter sido entregue em 2012 e parte do teto desabou no sábado

Wendy Tonhati Publicado em 10/08/2015, às 12h38

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UPA deveria ter sido entregue em 2012 e parte do teto desabou no sábado

Os moradores da Vila Santa Mônica dizem estar “a mercê da morte”, com a obra inacabada da UPA (Unidade de Pronto Atendimento). No último sábado (8), parte do teto da unidade, que deveria estar construída desde 2012, desabou.

Segundo os moradores da região, após o desabamento, um encarregado da obra disse que nesta segunda-feira (10), os trabalhadores da obra voltariam ao local, mas ninguém foi ao local no começo da manhã.

José Claiton da Silva, de 45 anos, que tem uma bicicletaria na frente da UPA, diz que quando o teto desabou era por volta da meia-noite. “Ainda bem que foi esse horário e não tinha nenhuma molecada dentro”, comenta. Segundo ele, durante o dia, muitas crianças pulam o muro e entram no local para pegar bolas ou pipas.

 “Poderia ter machucado alguém. Estamos a mercê da morte. Temos que ir até a [UPA] Vila Almeida ou ao [UPA] Guanandi para conseguir o atendimento. É um descaso com a gente”, diz.

A dona de casa Rosangela Dumonte, de 36 anos, diz que quando o teto desabou parecia uma forte batida de carro na rodovia. “Falaram que hoje 7 horas ia retomar, mas até agora, nada”. “Meu marido tem problema de ulcera, tem que aqui na Vila Almeida ou no Guanandi. Meu filho machucou o pé outro dia tive que correr com ele para outro bairro”, reclama a moradora.

Cândida Dumonte, de 55 anos, diz que é diabética e hipertensa e sofre vendo uma unidade de saúde perto de casa e tendo que se deslocar para outro bairro, muitas vezes, passando mal. “Precisei do posto varias vezes e tive que ir para a Vila Almeida e depois correr para o Guanandi. É uma situação fantástica. Dinheiro sendo jogado fora e não tem atendimento”. 

Jornal Midiamax