Cotidiano

Com caixão e nariz de palhaço, professores federais pedem reajuste

Manifestação teve apoio de universitários

Midiamax Publicado em 25/06/2015, às 13h12

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Manifestação teve apoio de universitários

Mais de cem professores, administrativos e alunos das UFMSs (Universidades Federais de Mato Grosso do Sul), participam de um protesto na manhã desta quinta-feira (25), na Praça do Rádio clube, na Avenida Afonso Pena. O grupo usou caixões, narizes de palhaços, apitos,  faixas e a bandeira do Brasil para chamar a atenção para a manifestação por aumento salarial e melhorias nos campus das universidades federais.

Os profissionais que iniciaram paralisação no dia 15 de junho reivindicam reajuste de 27% e reestruturação da carreira com progressão funcional entre um nível profissional e outro. Atualmente o salário de professores, graduados inicialmente para 20 horas aulas, é de R$ 2.080,00, mestres R$ 4 mil e doutores R$ 8.600.

O presidente da Adufms (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), José Carlos da Silva, lamenta não haver acordo nas negociações.  

“Não houve avanço. Avisaram que iriam criar o núcleo de estudo para discutir a reestruturação das carreiras no dia 15 de julho, mas esta data é tarde porque a proposta foi protocolada em novembro de 2014 e novamente em fevereiro de 2015, portanto, o governo federal já estava ciente e não se manifestou. Se não houve negociação até agora, demonstra que não pretendem negociar. Até agora só enrolaram”, declara.

Além da questão do reajuste, o coordenador-geral Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul), Marcio Saravi de Lima, destaca que também não houve resposta quanto a contraproposta feita pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) em relação aos cortes de 50% de investimentos e 10% de custeio, sugeridos pelo MEC (Ministério da Educação).  

Segundo Lima, a contraproposta sugere redução de 20% de investimentos e pede que não tenha alterações em relação ao valor do custeio. “A contraproposta já foi enviada para o MEC, mas ainda não houve resposta”, afirma.

Nesta tarde, às 14 horas (horário de Brasília), haverá uma reunião no Ministério do Planejamento, com a presença de representantes da Comissão da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) para que o reajuste, que deve ser definido antes do fechamento da LOA (Lei Orçamentária Anual), seja discutido.

“Enquanto não houver contraproposta, não vamos terminar com a greve porque o governo  federal argumenta não ter verba por conta do ajuste fiscal na economia, mas está gastando com outras coisas. Enquanto isso a população é prejudicada, o HU (Hospital Universitário) está funcionando com apenas 30% dos enfermeiros e administrativos”, ressalta.

A manifestação recebeu apoio de acadêmicos das UFMSs. Ionaldo Costa Bruno, de 25 anos, defende a paralisação dos professores e pede melhorias na estrutura das universidades. “Estamos apoiando o movimento principalmente pelos cortes que estão sendo feitos na educação. As salas estão sucateadas, não fazem manutenção em prédios antigos, não tem dormitório para alunos que chegam de outros municípios. O corte vai prejudicar a qualidade do ensino. Estamos expressando que não concordamos com isso”, pontua.

O grupo encerra a manifestação com uma passeata pela Avenida Afonso Pena, Rua 14 de Julho e Barão do Rio Branco, onde devem encerrar o protesto.

Jornal Midiamax