Cotidiano

Campo-grandense embarcará ao Nepal em ajuda às vítimas de terremoto

Objetivo é levar mantimentos para áreas remotas do país

Wendy Tonhati Publicado em 03/05/2015, às 17h43

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Objetivo é levar mantimentos para áreas remotas do país

O pastor campo-grandense Yuri Breder, de 31 anos, deve embarcar nesta semana para Katmandu, capital do Nepal, país atingido por um forte terremoto no dia 25 de abril. Breder já serviu como missionário no país em 2011. Por conhecer o Nepal e dominar um pouco da língua, ele vai voltar para ajudar as vítimas da tragédia.

Se os recursos necessários para viagem foram reunidos, a viagem do campo-grandense, que também é fisioterapeuta, para Katmandu deve ser realizada entre a quarta e a quinta-feira dessa semana. Pastor da Primeira Igreja Batista de Campo Grande, Breder afirma que doações estão sendo recebidas e suprimentos serão adquiridos para ajudar a população nepalesa.

A expectativa é se reunir com missionários que já estão no Nepal e partir para as regiões mais remotas levando os alimentos, lonas, barracas e outros materiais que possam garantir um pouco de conforto à população. “Vou ver lugares onde já estive muito destruído”, diz.

Segundo Breder a palavra mais pronunciada pelos conhecidos que estão no Nepal é caos e isso faz com a vontade de ajudar seja ainda maior. “Tenho contato com as pessoas que estão lá e realmente, a palavra que mais se ouve é caos. Há hospitais estão a céu aberto, risco de infecção por causa dos mortos feridos. Não espera encontrar uma cena bonita, mas vamos servir às pessoas no momento em que mais precisam”, diz.

Um dos motivos de voltar ao Nepal para ajudar os missionários que já estão no país, é que o campo-grandense já domina um pouco da língua nepalesa. Segundo ele, em Katmandu, além da língua local, muita gente fala inglês, facilitando um pouco o trabalho.

Já nas vilas em regiões mais distantes do centro do país, a população se comunica em nepalês e em dialetos locais. O que vai ajudar, é que o também grupo vai contar com nepaleses e que acabam fazendo o trabalho de intérprete.

Da primeira vez que esteve no país, Breder fez parte do Projeto Meninas dos Olhos de Deus, que combate a exploração sexual e o tráfico infantil. “É um projeto criado por brasileiros há mais de 15 anos. A comunidade brasileira lá é muito forte”, diz. Ele ficou oito meses ajudando a população nepalesa. Dessa vez, a viagem deve ser bem mais curta, cerca de 20 dias, pois ele tem compromissos com a igreja e a esposa não vai poder viajar junto.

Para ajudar, as doações podem ser feitas na Conta Nepal – Caixa Econômica Federal. Agência 0017-3; conta poupança 179740-3 Favorecido Primeira Igreja Evangélica Batista de Campo Grande

Jornal Midiamax