Cotidiano

‘Buracolândia’: vias que receberam tapa-buraco já estão com novas crateras

Ruas receberam serviço há 3 semanas

Kemila Pellin Publicado em 07/11/2015, às 18h31

None
_mg_1613_editada.jpg

Ruas receberam serviço há 3 semanas

Menos de três semanas após o início das obras de tapa-buraco, anunciadas pelo prefeito Alcides Bernal (PP) no dia 17 de outubro como uma forma de conter o que parecia ser uma “proliferação das crateras”, as 'panelas' no asfalto, às vezes tímidas, outras nem tanto, já começam a aparecer novamente, nas mesmas ruas e avenidas que receberam os serviços recentemente.

De oito vias visitas pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax na tarde desta sexta-feira (6), pelo menos em metade delas, o asfalto não resistiu ao início chuvoso de novembro, e novos buracos começam a deixar os condutores em estado de alerta. Os pontos mais críticos são novamente na Avenida Ernesto Geisel e na Avenida Três Barras, pivô dos escândalos que motivaram a força-tarefa, depois de ter suas crateras pintadas e batizadas de IPVA e Café dos Vereadores.

Na Rua Alagoas, quase esquina com a Piratinga, e em dois cruzamento da Rio Grande do Sul, um na Rua da Paz e outro na 15 de Novembro, sem falar da Avenida Elias Zahran, os buracos também não dão trégua e tornam os trechos perigos para os condutores.

De acordo com a Águas Guarirobas, parceira da Prefeitura na força-tarefa, em balanço divulgado no fim do mês de outubro, já foram tapados 1.593 buracos, em 14 logradouros, sendo eles: a ruas Antônio Maria Coelho, Rio Grande do Sul, Alagoas, 15 de Novembro, 26 de Agosto, Dom Aquino e Marechal Cândido Mariano Rondon, e as avenidas Ernesto Geisel Calógeras, Eduardo Elias Zahran, Joaquim Murtinho, Mato Grosso, Três Barras e Bom Pastor.

Operação tapa-buraco

A força-tarefa para acabar com os buracos que tomaram conta das ruas de Campo Grande, que já rendeu o apelido irônico de “Buracolândia”, começou no terceiro sábado do mês de outubro, dia 17. Na ocasião, o prefeito Alcides Bernal disse que os custos iniciais da operação estavam estimados em R$ 1,5 milhões, e que pretendia concluir o serviço o mais rápido possível.

Nesta sexta-feira (4), em agenda pública, o prefeito mudou seu discurso afirmando que serão necessários pelo menos três meses para que os buracos da cidade sejam fechados.

Ele também tentou deixar um ar de mistério no ar, dizendo que na próxima quarta-feira (11), deve anunciar medidas para retomar o serviço de tapa-buraco, suspensos assim que ele reassumiu a Prefeitura, sobre alegação de falta de recursos em caixa.

Jornal Midiamax