Cotidiano

Bernal cogita pedido de prisões para pressionar Solurb

Coleta de lixo hospitalar também foi suspensa nesta quarta-feira

Kemila Pellin Publicado em 21/10/2015, às 22h38

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Coleta de lixo hospitalar também foi suspensa nesta quarta-feira

Diante de uma nova crise envolvendo a coleta de lixo em Campo Grande, parada na última quinta-feira (15), a Prefeitura de Campo Grande decidiu recorrer novamente a Justiça, pedindo a ampliação da medida liminar, aplicada a Solurb, que determina multa diária de R$ 100 mil por dia sem coleta. Segundo o prefeito Alcides Bernal (PP), o pedido de prisão dos dirigentes da empresa está sendo cogitado e pode ser solicitado em audiência no Fórum da cidade, nesta quinta-feira (22).

Bernal foi ao Ministério Público Estadual e ao Fórum, na tarde desta quarta-feira (21), denunciar a suspensão da coleta hospitalar, que por determinação judicial, não poderia ser paralisada, além de pedir o restabelecimento dos serviços, em sua totalidade. Ele reforça que a empresa já recebeu recursos suficientes para manter os serviços mesmo diante de uma crise. “Eles alegam não ter recebido R$ 23 milhões e eu posso afirmar que a Prefeitura já repassou mais de R$ 230 milhões, e eles tem recursos suficientes, e inclusive a obrigação de não paralisar da maneira como estão paralisando”.

Os R$ 230 milhões citados seriam referentes as faturas apresentadas e liquidadas, já os R$ 23 milhões solicitados pela Solurb, correspondem as três notas que ainda estão sendo auditadas. “Enquanto a auditoria não for concretizada, nós não podemos efetuar o pagamento”. O prefeito adiantou as análises já indicam irregularidades. “Já temos diversas comprovações de serviços que foram cobrados e não estão sendo prestados”.

Questionado sobre a empresa apresentar resistências as determinações, o prefeito disse “que vai agir na forma da Lei, como estabelece o contrato”, sem deixar claro as medidas que poderão ser adotas.

Lixo

Desde a última quinta-feira (15) a coleta de lixo domiciliar foi suspensa. Mesmo com o salários dos funcionários em dia, a empresa alega falta de recursos para abastecer os caminhões pagar os fornecedores. No início desta semana a energia de três, dos quatro pontos da Solurb em Campo Grande, tiveram a energia cortada.

Nesta quarta-feira (21) a coleta hospitalar também foi suspensa, o que vai de encontro com a determinação judicial, de que pelo menos o contingente mínimo precisa ser mantido.

Jornal Midiamax