Cotidiano

Bancos entram em greve e população se preocupa com pagamento de contas

Ainda não se sabe quantidade de agências vão aderir à greve

Midiamax Publicado em 06/10/2015, às 11h52

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Ainda não se sabe quantidade de agências vão aderir à greve

Os bancários de Campo Grande entram em greve nesta terça-feira (6) e embora ainda não se saiba a quantidade de trabalhadores e de agências que vão aderir ao movimento, a população já se preocupa com a possível falta de dinheiro nos caixas eletrônicos e com pagamento de contas. Na manhã desta terça, funcionários que aderiram à greve já estavam na frente das principais agências da área central. 

De acordo com o presidente do Sindicário (Sindicato dos bancários de Campo Grande e Região) Edvaldo Barros, a greve deve começar forte no Centro da Capital e no decorrer do dia, atingir também as agências dos bairros. Barros diz que pode vir a faltar dinheiro nos caixas eletrônicos, por conta do 5° dia útil e também do Dia das Crianças, que deve levar a uma grande quantidade de saques. 

Em Campo Grande há 120 agências bancárias e 2.700 bancários. Quem está com boletos vencidos ou a vencer vai ter que tentar encontrar uma agência que não aderiu ao movimento ou esperar a greve acabar, já que não aceitos em lotéricas. 

A aposentada Marilene da Silva, de 51 anos, foi logo cedo ao banco para usar o caixa eletrônico. Ela diz que o fechamento pode prejudicar, mas que apoia a greve. “É um direito deles”, diz. 

Ana maria, de 50 anos, dona de casa, diz que a greve prejudica pessoas. “Ainda não deu para sentir, porque é o primeiro dia, mas quem precisar depois, não vai ter como”, reclama. A vendedora Rosangela Aparecida, de 45 anos, disse que já está com conta vencida e teme ficar sem pagar. “Não vou ter como pagar. A greve prejudica, mas o que  agente pode fazer?”, questiona. 

Os bancários rejeitaram na semana passada a proposta apresentada pela Fenabam (Federação Nacional dos Bancos) de  reajuste de 5,5% e aprovou o indicativo de greve. Os caixas eletrônicos vão continuar em funcionamento, mas sem funcionários para fazer o abastecimento pode vir a faltar dinheiro nos caixas. 
A categoria pede um reajuste de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda da inflação, mais contratações e segurança. 

Jornal Midiamax