Cotidiano

Após fechamento do Cempe, pais vão poder ligar para Samu e saber onde há pediatras

Informação é do prefeito Alcides Bernal

Padrão do site Publicado em 30/11/2015, às 15h07

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Informação é do prefeito Alcides Bernal

O prefeito Alcides Bernal (PP) confirmou nesta segunda-feira (30) a suspensão dos atendimentos pediátricos no Pai (Pronto-atendimento Integrado), também conhecido como Cempe (Centro Municipal Pediátrico) a partir da terça-feira (1°). As consultas serão remanejadas definitivamente para três UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) da cidade, Coronel Antonino, Vila Almeida e Universitário descentralizando os atendimentos, o que deve descomplicar a vida da população segundo Bernal.

Conforme o prefeito, “o Centro realmente vai ser fechado porque causou prejuízos imensos para o município”. A decisão de fechamento da unidade, que fica na Avenida Afonso Pena, ocorreu após uma sindicância da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) que identificou rombo nos cofres públicos de quase R$ 11 milhões. Logo foi comunicada ao CMS (Conselho Municipal de Saúde) na tarde da última sexta-feira (27), e recebeu o apoio unânime dos integrantes.

A partir desta terça-feira o atendimento pediátrico será realizado definitivamente nos postos selecionados. A ideia, conforme argumentado pelo prefeito “sempre foi descentralizar o atendimento para descomplicar o deslocamento dos pacientes”. Ainda segundo Bernal, “se a população quiser saber a quantidade de pediatras atendendo em determinado local, poderá ligar para a equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)  que passarão as informações”. 

Imerso em polêmicas desde sua criação, o projeto Cempe/Pai foi uma iniciativa do ex-prefeito Gilmar Olarte (PP). Inaugurado em outubro de 2014, com o nome de Cempe, a unidade foi concebida para ser uma espécie de 'choque de gestão' de Olarte e concentrou atendimento de urgência e emergência, além de coleta de exames e especialidades médicas pediátricas. No entanto, a iniciativa foi implantada à revelia do parecer do CMS, que exigia da Sesau o cumprimento da portaria do Ministério da Saúde que determina a descentralização de serviços médicos.

Jornal Midiamax