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Brasil

Jovem baleada pela PRF tem melhora no quadro de saúde, mas caso ainda é considerado ‘delicado’

Juliana está internada em hospital em Duque de Caxias
Agência Estado -
Divulgação

O estado de saúde de Juliana Leite Rangel, internada depois de ser atingida na cabeça por um tiro disparado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na última terça-feira, 24, evoluiu de “gravíssimo” para “grave”, segundo o último boletim médico informado pela Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada .

Juliana está internada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias, desde a noite da véspera de . Ela estava no carro com a família, a caminho de Niterói, para uma ceia, quando foi atingida por disparos de agentes da PRF durante uma abordagem.

Ao Estadão, o pai da vítima, Alexandre Rangel, disse que mais de 30 tiros foram disparados em série pelos agentes, e que os policiais teriam alegado que abriram fogo porque o carro onde estava Juliana teria atirado primeiro. Ela foi socorrida para a unidade por outra viatura da PRF, passou por cirurgia e, desde terça, tinha o estado de saúde tratado como “gravíssimo”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde e a direção do hospital, Juliana teve a primeira melhora neste domingo, com cinco dias de internação.

“A prefeitura de Duque de Caxias, através da Secretaria Municipal de Saúde e direção do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), informa que a paciente Juliana Leite Rangel, 26 anos, (…) segundo boletim médico na data de hoje (29/12), passou do quadro gravíssimo para grave, com melhora clínica nas últimas 24 horas, com drogas vasoativas suspensas e mantendo a estabilidade”, informou a administração municipal, em nota enviada ao meio-dia deste domingo.

A evolução no quadro permitiu que a sedação fosse reduzida para uma avaliação de estímulos neurológicos. A direção do hospital, no entanto, informa “que o quadro ainda é delicado” e que a jovem segue entubada.

Segundo os médicos, ainda não é possível fazer uma avaliação completa do nível de consciência de Juliana e nem avaliar se ela terá possíveis sequelas por ter sido baleada.

“A paciente segue internada no CTI da unidade, em ventilação mecânica (entubada) e acompanhada pelo serviço de neurocirurgia, em conjunto com equipe multidisciplinar”, acrescentou a nota. Não há previsão de alta.

Na quarta-feira, 25, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar a conduta dos agentes da PRF. No procedimento, o MPF pede que as viaturas que estavam na abordagem sejam recolhidas, assim como as armas dos policiais, e que a Polícia Federal, que também abriu uma investigação, informe o que já foi apurado sobre o caso.

Em nota, a PRF informou que os agentes – dois homens e uma mulher – envolvidos no caso foram afastados preventivamente das atividades operacionais. O órgão lamentou profundamente o episódio e disse que presta assistência à família. A PRF abriu um procedimento interno, em , para apurar as circunstâncias do ocorrido.

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