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Organizações lançam campanha ‘Bolsonaro Quer Te Espionar’ para evitar contratação de serviço de espionagem ilegal

Campanha solicita que TCU e Justiça Federal barrem contratação de espionagem ilegal, após envolvimento de Carlos Bolsonaro

Ranziel Oliveira Publicado em 02/06/2021, às 13h10

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro - (Foto: Alan Santos / Planalto)

A campanha ‘Bolsonaro Quer Te Espionar’ foi lançada nesta quarta-feira (02), pedindo que o Tribunal de Contas da União e a Justiça Federal barrem o prosseguimento de uma licitação para a compra de serviços ilegais de espionagem. A ação é articulada por mais de 35 organizações e movimentos da sociedade.

A licitação, no valor de R$ 25 milhões, ganhou grande visibilidade a partir de reportagem apontando o envolvimento direto de Carlos Bolsonaro em articulações, e a ausência do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no processo - órgãos com finalidades institucionais mais compatíveis com a natureza do serviço a ser adquirido.

A licitação já foi objeto de uma denúncia ao Tribunal de Contas da União promovida também por organizações da sociedade civil, de uma representação do Ministério Público junto ao TCU e é objeto de ação popular movida pelo senador Alessandro Vieira junto à Justiça Federal, tendo sido distribuída para a 2ª vara cível da seção judiciária do Distrito Federal. Todas as iniciativas citadas estão tramitando e aguardando apreciação. 

Entretanto, a demanda é urgente e a celeridade na tramitação desses processos pode fazer toda diferença. Por isso, é essencial que a sociedade se mobilize para pressionar as autoridades que apreciarão cada uma das demandas, de modo a estimular uma resposta rápida e efetiva o suficiente para impedir o prosseguimento de uma licitação que pode ter graves consequências para a democracia brasileira.

As entidades apontam quatro principais motivos para barrar essa licitação:

  1. É ilegal porque viola o direito à privacidade e intimidade - o governo quer ver as suas conversas privadas
  2. Seu uso não visa o interesse público, mas a perseguição de pessoas que discordam do governo;
  3. Por lei, o governo não pode ter o poder de monitorar os cidadãos e cidadãs sem decisão judicial;
  4. A licitação apresenta especificações técnicas genéricas, para evitar que a sociedade saiba o que exatamente está sendo comprado, e isso também é ilegal;

Mais informações no site: https://www.bolsonaroquerteespionar.com/ 

Jornal Midiamax