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Em decisão, juiz lamenta que estar 'com p*tas' não é mais visto como 'boa reputação'

Magistrado disse que em seus tempos de juventude homens se gabavam de ir em prostíbulos

Fábio Oruê Publicado em 28/09/2021, às 16h34

Na ação, um homem registrou queixa-crime contra uma mulher que o acusou de usar drogas e estar com prostitutas
Na ação, um homem registrou queixa-crime contra uma mulher que o acusou de usar drogas e estar com prostitutas - Foto: Divulgação/ TJGO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (27) pelo Tribunal de Justiça de Goiás, o juiz Thiago Brandão Boghi afirmou que, no seu tempo, "um homem se relacionar com ‘putas’ era considerado fato de boa reputação, do qual o sujeito que praticava fazia questão de se gabar e contar para todos os amigos" e lamentou que os tempos tenham mudado.

Conforme publicou o jornal Folha de São Paulo, na mesma sentença, o magistrado afirmou que o ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) é queridinho da Rede Globo e que a legenda de esquerda PSOL é “queridinha do STF”. Na ação, um homem registrou queixa-crime contra uma mulher que o acusou de usar drogas e “estar com putas”.

Em sua decisão, Boghi afirmou que, em seu tempo de juventude, um homem que se relacionava com prostitutas contava para os amigos e "era enaltecido por isso, tornando-se 'o cara da galera'".

“Lamentável como os tempos mudaram! Agora virou ofensa! Tempos sombrios!”, escreveu o juiz. O autor do processo acusou a ré de calúnia, injúria e difamação, afirmando que ela havia dito “abre esse portão, eu sei que o X [inicial trocada] está ai, e vocês tão com puta, cheirando pó e usando droga” na frente da casa dele.

O autor da ação também anexou transcrição de mensagens de áudio que a ré teria enviado para a namorada dele, o acusando de “estar com putas” e “cheirando pó”. O magistrado decidiu em favor da ré, dizendo que os fatos narrados não constituíam crime.

Jornal Midiamax