Brasil

CPI da Pandemia ouve Fabio Wajngarten nesta quarta sobre atraso de vacinas

Senadores querem que ex-secretário de Comunicação esclareça falta de campanhas publicitárias sobre pandemia

Agência Senado Publicado em 11/05/2021, às 18h05

Ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten disse à revista Veja que o Ministério da Saúde foi responsável pelo atraso das vacinas
Ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten disse à revista Veja que o Ministério da Saúde foi responsável pelo atraso das vacinas - Foto: Marcos Oliveira/Arquivo/Agência Senado

A CPI da Pandemia ouve nesta quarta-feira (12) o ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten. Ele deve falar sobre o atraso na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde e as campanhas do governo federal em temas como isolamento social e “tratamento precoce”. A reunião está marcada para as 9h30.

A convocação de Wajngarten atende a requerimentos dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Randolfe lembra que, em entrevista à revista Veja, o ex-secretário de Comunicação disse que o Ministério da Saúde teria sido o responsável “pelo atraso das vacinas”. “[Wajngarten] informa possuir e-mails, registros telefônicos, cópias de minutas do contrato, dentre outras provas para confirmar sua afirmação”, justifica.

Em entrevista coletiva, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que também pretende questionar Wajngarten sobre ações do Executivo que podem ter retardado o processo de produção dos imunizantes. A audiência está marcada para começar às 9h.

— [Wajngarten] anunciou para a imprensa que foi intermediário na negociação de compras de vacinas, ele era responsável pela política de comunicação do governo, e nunca foi muito claro no tocante às medidas necessárias para evitar a pandemia. Então, será uma oitiva muito importante que a CPI vai ter — declarou.

Wajngarten deve explicar aos senadores campanhas do governo federal em temas como isolamento social e o apoio do governo ao chamado “tratamento precoce”. Também nesta terça, o senador Humberto Costa (PT-PE) ressaltou a expectativa dos parlamentares para saber por que o Executivo não manteve propagandas de esclarecimento à população, nem informações sobre as medidas preventivas da doença. Para o senador, se trata de omissão.

— Também queremos saber por que ele desestimulou a iniciativa do Ministério da Saúde de promover esse tipo de campanha. Vamos argui-lo para entender por que um secretário de comunicação ter assumido a linha de frente de uma negociação com a indústria farmacêutica, especialmente com a Pfizer, para a aquisição de vacinas, quando o Ministério da Saúde tem uma estrutura de décadas preparada para esse tipo de negociação e já o fez inúmeras vezes — protestou.

Outros convocados

Já o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) disse ser importante que a CPI também procure alternar a lista de convocados, de modo a incluir, além de representantes do Executivo federal, de governadores e prefeitos.

— Porque a gente só está vendo a convocação de entes ligados ao governo federal, que é importante também, mas está sendo ignorado o meu pedido de [convocação] de membros da PGR [Procuradoria-Geral da República], da Polícia Federal e de gestores públicos estaduais e municipais, sabendo que centenas de milhões de reais saíram de verbas federais e existe muita dúvida da população sobre o que foi feito desse dinheiro — disse Girão.

Fonte: Agência Senado

Jornal Midiamax