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No Twitter, Bolsonaro ‘infla’ valor destinado à tarifa social da conta de luz

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou sua conta no Twitter, nesta terça-feira (19), para divulgar ações do governo no combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus. O presidente, no entanto, acabou inflando os valores destinados ao programa Tarifa Social, que dá descontos na conta de luz para famílias de baixa renda. O Ministério […]

Matheus Maderal Publicado em 19/05/2020, às 10h17

O presidente da República, Jair Bolsonaro (Agência Brasil)
O presidente da República, Jair Bolsonaro (Agência Brasil) - O presidente da República, Jair Bolsonaro (Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou sua conta no Twitter, nesta terça-feira (19), para divulgar ações do governo no combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus. O presidente, no entanto, acabou inflando os valores destinados ao programa Tarifa Social, que dá descontos na conta de luz para famílias de baixa renda.

O Ministério da Economia destinou R$ 900 milhões ao programa, mas o presidente citou um valor bem maior – R$ 250 bilhões. De acordo com a publicação de Bolsonaro, seriam “R$ 250 bilhões liberados para cobrir os descontos do Programa tarifa social que garantem desconto para famílias de baixa renda na conta de luz”.

No mês passado, o governo editou uma Medida Provisória para prever que o Tesouro ajude a pagar a conta de luz de famílias de baixa renda por até três meses, desde que o consumo seja de no máximo 220 kWh. Na prática, famílias que têm desconto entre 10% e 65% de acordo com as regras do programa Tarifa Social passarão, nestes três meses, a ter desconto do valor total da conta.

Esses descontos adicionais é que serão bancados com o aporte do Tesouro, no valor de R$ 900 milhões.

Ainda no Twitter, o presidente destacou outras medidas do governo, como aprovação de linha emergencial de R$ 2 bilhões em crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para pequenas empresas, entrega de cestas básicas a indígenas e a destinação de R$ 12,7 bilhões para o benefício emergencial pago a trabalhadores com carteira assinada que tiverem salário e jornada reduzidos ou contrato suspenso. (Com informações da Agência Estado)

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