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Ministério do Meio Ambiente exclui de site informações sobre áreas protegidas

A nova versão do site do Ministério do Meio Ambiente trouxe uma surpresa para quem acompanha as informações técnicas do setor. A página digital exclui informações que, até então, estavam abertas ao cidadão, sobre áreas protegidas. Segundo a organização Observatório do Clima, a maior parte das informações, registros e dados históricos disponíveis há anos foram […]

Agência Estado Publicado em 20/11/2020, às 23h40

Fachada do Ministério do Meio Ambiente. (Foto: Divulgação/ Portal Brasileiro de Dados Abertos)
Fachada do Ministério do Meio Ambiente. (Foto: Divulgação/ Portal Brasileiro de Dados Abertos) - Fachada do Ministério do Meio Ambiente. (Foto: Divulgação/ Portal Brasileiro de Dados Abertos)

A nova versão do site do Ministério do Meio Ambiente trouxe uma surpresa para quem acompanha as informações técnicas do setor. A página digital exclui informações que, até então, estavam abertas ao cidadão, sobre áreas protegidas.

Segundo a organização Observatório do Clima, a maior parte das informações, registros e dados históricos disponíveis há anos foram apagadas. A exclusão de dados inclui o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação, atualizado frequentemente por Estados e municípios.

Foram deixados de fora ainda mais de 30 livros sobre a biodiversidade, o macrodiagnóstico da zona costeira e marinha, cartilhas referentes ao patrimônio genético, entre outros, afirma a organização.

Internamente, a informação dada pela área técnica do MMA é que não houve perda de dados e que isso “faz parte do processo de migração” e que as informações estarão disponibilizadas novamente.

O apagão de informações não atingiu iniciativas que o ministro Ricardo Salles pretende implantar, como a concessão de parques nacionais, o prometido “Adote 1 Parque”, que está na Casa Civil da Presidência. Este último ainda não avançou porque a própria Casa Civil encontrou problemas no modelo do programa.

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