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Witzel quer que ONU feche fronteiras do Brasil

Um país com três fronteiras barradas, este é o pedido que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel quer fazer a ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo ele, Bolívia, Colômbia e Paraguai são os responsáveis pelo tráfico de armas em nosso país. O  governador atribui as mortes que ocorrem no estado, como a de […]

Dândara Genelhú Publicado em 30/09/2019, às 09h35

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Um país com três fronteiras barradas, este é o pedido que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel quer fazer a ONU (Organização das Nações Unidas). Segundo ele, Bolívia, Colômbia e Paraguai são os responsáveis pelo tráfico de armas em nosso país.

O  governador atribui as mortes que ocorrem no estado, como a de Ágatha Felix, criança de oito anos, como resultado do tráfico desses países. Witzel disse ter pedido ajuda ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, para que ambos tivessem posições contra os países vizinhos.

Segundo as informações do jornal ‘O estado de São Paulo’, o governador ainda não recebeu resposta do ministro, e está disposto a recorrer a ONU sozinho. “Tentei que o ministro (Sérgio) Moro viesse comigo. Estou aguardando. Mas se não vier, vamos sozinhos, porque o Estado do Rio de Janeiro vai fazer o seu trabalho”, afirmou.

Witzel está confiante quanto as medidas que podem ser tomadas. “O próprio Conselho de Segurança da ONU pode tomar essa decisão, de retaliar o Paraguai, a Bolívia e a Colômbia no que diz respeito às armas”, destacou.

Sem envolvimento

Quando questionado sobre a morte da criança, Ágatha Felix, o governador afirmou que os partidos de oposição estão trabalhando com facções criminosas, que praticam o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.  “Se só rivalizam com a milícia, tenho dúvidas, sérias dúvidas do envolvimento de representantes de partidos com o narcoterrorismo. Mas isso estamos investigando também”, disse.

Wilson Witzel afirmou que não está envolvido no assassinato de Ágatha, e que a responsabilidade é inteiramente da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. O governador disse ainda que os órgão estão em débito com a população. “Quem investiga o tráfico de armas e de drogas é a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Eles estão neste momento em débito com a sociedade”.

Cidade de exemplo

Na última sexta-feira (27), o governador afirmou num discurso que o Rio de Janeiro está classificado como o segundo município mais seguro do país. O que deixou todos curiosos são os indicadores usados para classificar as cidades brasileiras mais seguras.

Witzel anunciou ainda ter esperança de transformar o Rio na cidade mais segura do país. “Nós recebemos hoje um dado do ISP (Instituto de Segurança Pública do Estado) com índices que nos torna a segunda cidade mais segura do Brasil e indo a caminho de se transformar na mais segura. Isso é uma alegria, é um momento muito especial”, comemorou ele.

Jornal Midiamax