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Navio grego é suspeito por vazamento de óleo no Nordeste, segundo a PF

Segundo a Polícia Federal, um navio grego é o principal suspeito pelo derramamento de óleo no mar que contaminou mais de 250 praias nordestinas. Dois mandatos de busca são cumpridos pela PF, nesta sexta-feira (1), no Rio de Janeiro e em sedes de representantes da empresa grega responsável pelo navio. Os mandados foram expedidos pela […]

Dândara Genelhú Publicado em 01/11/2019, às 09h34 - Atualizado às 12h02

Foto: Clemente Coelho Júnior / Instituto Bioma Brasil
Foto: Clemente Coelho Júnior / Instituto Bioma Brasil - Foto: Clemente Coelho Júnior / Instituto Bioma Brasil

Segundo a Polícia Federal, um navio grego é o principal suspeito pelo derramamento de óleo no mar que contaminou mais de 250 praias nordestinas. Dois mandatos de busca são cumpridos pela PF, nesta sexta-feira (1), no Rio de Janeiro e em sedes de representantes da empresa grega responsável pelo navio.

Os mandados foram expedidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal/RN. Para solucionar o caso, também nesta sexta-feira (1), foi deflagrada uma operação pela PF em conjunto com a Interpol.

Segundo a investigação, a embarcação foi atracada na Venezuela em 15 de julho, mas o derramamento aconteceu nos dias 28 e 29 do mesmo mês. O vazamento de óleo aconteceu a 700 quilômetros da costa brasileira.

O óleo teria sido derramado durante o trajeto da Venezuela para Singapura. O navio de origem grega, que ficou apenas três dias na costa venezuelana, teria ancorado depois apenas na África do Sul.

Ainda não há informações sobre o fornecedor do petróleo que abasteceu o navio. Informações detalhadas sobre a embarcação, tripulação e  empresa responsável foram solicitadas à Interpol.

As investigações foram fruto de uma colaboração entre a Marinha, Ministério Público Federal, Ibama e as universidades Federal da Bahia (UFBA), de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Ceará (UEC). Além disso, uma empresa privada auxiliou com tecnologias de geointeligência.

O crime pelo que a empresa poderá responder é de poluição do meio ambiente. Além disso deverá responder por não ter comunicado o incidente às autoridades brasileiras, medida obrigatória segundo um artigo de legislação. O vazamento contaminou praias nordestinas desde 30 de outubro deste ano e já atingiu 286 localidades em 98 municípios, em todos os nove estados do Nordeste.

Jornal Midiamax