Brasil

Pedidos de prisão por locaute feitos pela PF são negados pela Justiça

PF também investiga ação de infiltrados nas paralisações

Ana Clara Santos Publicado em 29/05/2018, às 15h32

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Para investigar a ocorrência de locaute durante a paralisação nacional dos caminhoneiros, a Polícia Federal abriu até o momento 48 inquéritos e encaminhou diversos pedidos de prisão à Justiça, contudo, todos foram negados. O locaute é prática ilegal que acontece quando patrões usam os funcionários para obter vantagens financeiras, sendo que pode levar à prisão e pagamento de multa.

De acordo com a Agência Brasil, os inquéritos foram abertos porque foi identificado que o planejamento e manutenção da paralisação contou com uma logística muito bem executada. A investigação aponta que a estratégia foi fechar os principais entroncamentos rodoviários, bem como todos os corredores que levam a refinarias e aeroportos. Também foi identificada certa organização na distribuição de suprimentos aos caminhoneiros que estavam paralisados.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) com a ajuda do serviço de inteligência também identificou a ação de infiltrados, que também estão sendo apuradas. José da Fonseca Lopes, presidente da Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, denunciou que grupos políticos ameaçavam caminhoneiros que pretendiam voltar ao trabalho e os forçavam a manter a paralisação, com o objetivo de prejudicar a estabilidade do governo.

Além as investigações, a polícia também trabalha na abertura dos corredores de abastecimento para permitir a passagem de comboios que carregam combustíveis, insumos para usinas termelétricas, estações de tratamento de água e hospitais, bem como alimentos, medicamentos e rações para animais, que viajam sob escolta da PRF e das Forças Armadas.

Informações Agência Brasil

Jornal Midiamax