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Em debate, vices defendem suas propostas e ideias dos colegas de chapa

Veja Veja promoveu nesta terça-feira 4 o primeiro debate entre os colegas de chapa dos presidenciáveis que disputam as eleições de 2018, com transmissão ao vivo pelo Facebook, apoiador da iniciativa. Ao longo de cerca de uma hora e meia, os candidatos Ana Amélia (PP), vice de Geraldo Alckmin (PSDB); Eduardo Jorge (PV), vice de […]

Diego Alves Publicado em 04/09/2018, às 20h24 - Atualizado em 05/09/2018, às 15h00

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Veja promoveu nesta terça-feira 4 o primeiro debate entre os colegas de chapa dos presidenciáveis que disputam as eleições de 2018, com transmissão ao vivo pelo Facebook, apoiador da iniciativa. Ao longo de cerca de uma hora e meia, os candidatos Ana Amélia (PP), vice de Geraldo Alckmin (PSDB); Eduardo Jorge (PV), vice de Marina Silva (Rede); General Mourão (PRTB), vice de Jair Bolsonaro (PSL); e Paulo Rabello de Castro (PSC), vice de Alvaro Dias (Podemos) debateram suas propostas sobre diversos temas, como emprego, saúde, contas públicas e impostos, entre outros.

Foram convidados os integrantes das seis chapas com melhores resultados nas pesquisa de intenção de voto. A candidata Kátia Abreu (PDT), vice de Ciro Gomes (PDT), havia confirmado presença, mas cancelou depois que reportagem de VEJA revelou que uma testemunha de um esquema de corrupção no Ceará afirmou que o ex-ministro tinha conhecimento dos fatos. O candidato Fernando Haddad (PT), vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também foi convidado.

O encontro foi mediado pela jornalista Lillian Witte Fibe, colunista de VEJA, e contou com perguntas entre candidatos, de jornalistas e do público, que enviou seus questionamentos pela página de VEJA.

Ana Amélia (PP), a vice de Geraldo Alckmin

Gaúcha de Lagoa Vermelha, Ana Amélia é formada em comunicação social pela PUC do Rio Grande do Sul e, em 2010, abandonou a carreira de colunista e comentarista do Grupo RBS, em Brasília, para concorrer a uma vaga no Senado. Foi eleita senadora pelo PP em seu estado com 3.401.241 votos, ou 29,5%. Em oito anos de mandato, apresentou 91 projetos de lei e 14 propostas de emenda à Constituição.

Em 2014, chegou a concorrer ao cargo de governadora, nas eleições vencidas por José Ivo Sartori (MDB). Ana Amélia recebeu 1.342.115 votos e ficou em terceiro lugar, com 22%, atrás do petista Tarso Genro. Após o anúncio de seu nome como vice de Alckmin, a pepista gaúcha diz que “não foi uma decisão fácil” aceitar o convite do tucano, por ter que trocar uma reeleição aparentemente tranquila ao Senado pela incerteza da corrida presidencial.

Eduardo Jorge (PV), o vice de Marina Silva

Candidato a vice na chapa de Marina Silva (Rede), Eduardo Jorge (PV) notabilizou-se por defender pautas que ainda enfrentam resistência da ex-senadora, como a descriminalização do aborto e de drogas como a maconha. O médico de 68 anos é um dos participantes do primeiro debate com candidatos a vice-presidente da República, promovido por VEJA, com apoio do Facebook.

Eduardo e Marina têm em comum, entretanto, o passado ligado ao Partido dos Trabalhadores e à causa ambiental. Formado em medicina pela Universidade Federal da Paraíba, foi secretário da Saúde de São Paulo por duas vezes, tendo se licenciado da Câmara para exercer o cargo. Em 2014, Eduardo Jorge disputou a Presidência, quando recebeu 630.099 votos e ficou em sexto lugar, com 0,61% dos votos válidos.

General Mourão (PRTB), o vice de Jair Bolsonaro

O vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão, entrou em 1972 para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), por onde Bolsonaro também passou. Ele integrou uma missão de paz em Angola e foi adido militar na Venezuela. Conquistou a segunda patente mais alta do Exército e comandou a 6ª Divisão de Exército e o Comando Militar do Sul.

Na Academia Militar das Agulhas Negras, Mourão foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia. Tem formação em altos estudos militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e do Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército. Ainda como militar, tem curso de guerra na selva e é mestre de salto em paraquedismo.

Paulo Rabello de Castro (PSC), o vice de Alvaro Dias

Vice na chapa do senador Alvaro Dias (Podemos), o economista Paulo Rabello de Castro (PSC), de 69 anos, chegou a ser oficializado em julho por seu partido como candidato à Presidência da República. À época, chegou a defender a extinção do Ministério da Fazenda e o corte do salário do presidente da República.

De posições liberais, presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de junho do ano passado a abril deste ano, durante o governo de Michel Temer (MDB). Antes, havia comandado o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por onze meses, também sob indicação do presidente.

Nas redes sociais, Alckmin divulga Ana Amélia

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, promoveu em sua conta no Instagram a participação de sua vice, Ana Amélia, no debate promovido por VEJA com apoio do Facebook. “Ana Amélia Lemos tem uma trajetória admirável. Da infância pobre até ser escolhida como uma das melhores parlamentares do Brasil, construiu uma respeitada carreira, tanto no jornalismo quanto na vida pública. Não é por acaso que é considerada a vice dos sonhos, a vice que todos respeitam.”

Candidatos dizem por que querem ser vice-presidentes do Brasil

Respondendo à pergunta inicial do debate promovido por VEJA com apoio do Facebook, os quatro candidatos responderam por qual razão querem ser eleitos vice-presidentes do Brasil.

Ana Amélia (PP) afirmou que quer “acabar contra o nós contra eles”. Eduardo Jorge (PV) disse que quer acabar com o “pacto do governo entre PT, MDB e Centrão”. Hamilton Mourão (PRTB) prometeu combater a corrupção. Paulo Rabello de Castro (PSC) falou em ser “rebelde” contra o sistema atual.

Paulo Rabello critica programa eleitoral de Alckmin e Ana Amélia defende

Paulo Rabello criticou o fato de Geraldo Alckmin ter usado o tempo de televisão, “que talvez ele tenha demais”, para exibir a gravação de uma adolescente paraense que se trata de câncer em São Paulo, ao invés de apresentar propostas. Ana Amélia defende. Afirma que o estado que Alckmin governou é “de excelência” na área e que a gravação foi mostrada para defender um padrão da saúde paulista para todo o país.

Ana Amélia opõe General Mourão a Paulo Guedes sobre apoio ao agronegócio

Ana Amélia questionou General Mourão sobre a proposta de Paulo Guedes, economista de Jair Bolsonaro, de acabar com subsídios do governo a diversos setores da economia, em especial o agronegócio. Mourão negou que isso será colocado em prática. Segundo o vice do capitão do PSL, um governo dos dois vai manter a ajuda do governo ao setor agrícola. “Teremos que, talvez, expandir”. Na réplica, Ana Amélia ressaltou que o discurso do vice diverge do provável ministro da Fazenda em um governo Bolsonaro.

Eduardo Jorge e Paulo Rabello divergem sobre gastos para saúde

Os vices de Marina Silva e Alvaro Dias divergem sobre qual é o principal problema da saúde pública brasileira. Para Eduardo Jorge, a questão é de falta de recursos. Rabello acredita que é possível fazer mais com os mesmos recursos.

General Mourão e Eduardo Jorge fazem dobradinha sobre investimento em tecnologia

Filiado ao PRTB, o vice de Bolsonaro questionou o de Marina a respeito dos investimentos em tecnologia. Os dois concordaram que é necessário investir na digitalização dos serviços públicos. Na réplica, Mourão cobrou Eduardo Jorge sobre investimento na expansão da rede de internet em todo o Brasil. O político do PV concordou com a demanda.

General Mourão: ‘A cultura não pode ser ideologizada’

Questionado pelo diretor de Redação de VEJA, André Petry, sobre o incêndio no Museu Nacional, General Mourão (PRTB) afirmou que o governo Bolsonaro vai privilegiar uma cultura “não ideologizada”. Ele também afirmou que considera importante envolver a iniciativa privada para promover incentivos a uma política cultural. No comentário, Eduardo Jorge (PV) afirmou que o programa de governo de Bolsonaro não falar sobre cultura.

Ana Amélia: ‘Divergências regionais são normais’

O redator-chefe de VEJA Fábio Altman questionou Ana Amélia sobre o apoio que Ciro Nogueira, senador e presidente do PP, anunciou para Lula (PT). A parlamentar afirmou considerar normal as divergências regionais entre estados e que, em 2014, ela esteve com o PSDB enquanto o partido apoiava o PT.

No comentário, Paulo Rabello cobrou a senadora para assinar um termo de compromisso por um ministério de técnicos. Ana Amélia diz não ser necessário.

Eduardo Jorge: ‘Precisamos acabar com o trabalho escravo dos animais’

A redatora-chefe de VEJA Thaís Oyama questionou Eduardo Jorge sobre suas declarações em defesa do “abolicionismo animal” e suas políticas para o agronegócio. O candidato a vice defendeu a redução do consumo de carne no Brasil, produto do “trabalho escravo dos animais”. Ana Amélia ironizou: “Fechemos então todas as churrascarias do Brasil”.

Paulo Rabello defende o BNDES

Questionado pelo editor digital de VEJA, Daniel Bergamasco, Paulo Rabello defendeu a lisura da atuação do BNDES, banco que presidiu no governo de Michel Temer. No comentário, General Mourão criticou o uso político do banco nos últimos governos.

General Mourão e Paulo Rabello fazem dobradinha para criticar política externa brasileira

Os candidatos General Mourão e Paulo Rabello fizeram uma dobradinha para criticar a condução da politica externa no Brasil. O vice de Alvaro Dias prometeu assinar dez pactos bilaterais e quatro multilaterais em quatro anos de governo. Mourão rebateu e defendeu que Rabello proponha também uma nova condução política da relação brasileira com as demais nações.

Eduardo Jorge: Bolsonaro teve ‘atuação medíocre’ no Congresso e ‘não tem inteligência emocional para ser presidente’

Eduardo Jorge elencou algumas propostas aprovadas por ele durante sua passagem pelo Congresso Nacional e questionou General Mourão sobre a trajetória de 28 anos de Jair Bolsonaro no Congresso. Mourão afirmou que “Bolsonaro foi bom para seus eleitores” e que, se não aprovou muitos projetos, atuou para conter outros que considerava ruins. Na réplica, o candidato do PV chamou a passagem de Bolsonaro pela Câmara como “medíocre” e afirmou que ele “não tem inteligência emocional para ser presidente”.

Ana Amélia questiona Eduardo Jorge sobre histórico de Marina

Ana Amélia questionou o vice na chapa de Marina Silva (Rede) pelo fato da ex-senadora ter sido “a primeira ministra nomeada por Lula, que tinha o Centrão em seu governo”, enquanto a sua candidatura é crítica do ex-presidente e do grupo de partidos que a apoia. Eduardo Jorge se defendeu afirmando que “Marina saiu a tempo”.

Paulo Rabello e Ana Amélia discutem impostos

O vice de Alvaro Dias confrontou a senadora do PP sobre o fato de aliados de Alckmin terem dito que aumentariam impostos enquanto ela diz ser contra. Ana Amélia citou o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), relator da reforma tributária, e prometeu transformar cinco impostos em um. Rabello rebateu, afirmando que o candidato do PSDB se apoia em “economistas do mercado financeiro” e que ele não sabe se Alckmin terá a “coragem” necessária para fazer o ajuste sem aumentar a cobrança da população.

Para Eduardo Jorge, Lula quer eleger Haddad para ‘tutelar governo’

Antes do início do debate organizado por VEJA nesta terça-feira (4), em parceria com o Facebook, Ana Amélia (PP) e Eduardo Jorge (PV), candidatos a vice de Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), respectivamente, confabulavam sobre a estratégia eleitoral do PT, que teve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas insistirá na candidatura dele.

“Aonde ele quer chegar?”, indagou a senadora. Ressaltando a experiência de quem foi petista por cerca se 20 anos, Jorge emendou: “Ele quer influenciar a eleição para, vencendo o comissário do povo dele [Fernando Haddad], tutelar o seu governo”.

Tom veemente

A equipe do candidato Paulo Rabello reforçou a intenção de transmitir um discurso com tom incisivo e veemente durante o debate. “É importante não cair em discurso cifrado”, disse. “O estado de espírito atual das pessoas pede isso”, complementou um dos diretores da campanha.

Mourão defende atitude humanitária do Brasil com venezuelanos

Na primeira pergunta do público, o candidato General Mourão defendeu que o Brasil aja de forma humanitária com os venezuelanos que entram pela fronteira em Roraima. O vice de Jair Bolsonaro culpou o “socialismo do século 21” pela crise no país de Nicolás Maduro.

Ana Amélia afirma que Alckmin vai ‘empoderar’ mulheres com salários iguais

“Até que enfim uma pergunta para as mulheres”, afirmou Ana Amélia sobre a questão da empregabilidade feminina. A senadora do PP afirmou que Alckmin promoverá uma política de “empoderamento” e de pagamento igual entre homens e mulheres. Eduardo Jorge, no comentário, defendeu um estímulo financeiro para a empregabilidade de mulheres.

Paulo Rabello promete aumentar a ‘dignidade’ da economia por um salário mínimo de ‘2.000, 3.000 reais’

Paulo Rabello afirmou que, nas contas feitas pela sua equipe e a de Alvaro Dias, será possível criar 10 milhões de empregos em quatro anos, com um crescimento de 5% ao ano. Assim, recuperar a “dignidade” da economia brasileira e dobrar ou até triplicar, o salário mínimo pago aos brasileiros.

Eduardo Jorge: ‘Marina é quem tem condições de derrotar Bolsonaro’

Em suas considerações finais, Eduardo Jorge afirma que Marina Silva é a candidata que tem chance de superar Jair Bolsonaro e evitar que os brasileiros tenham que escolher “entre A e Z”, em referência à “extrema direita” e “extrema esquerda”. Na conta dele, o primeiro colocado das eleições será um postulante do PT.

Ana Amélia defende trajetória de Alckmin

Ana Amélia, candidata a vice de Geraldo Alckmin, defendeu a trajetória do tucano em suas considerações finais no debate entre vices promovido por VEJA, com apoio do Facebook. Para a senadora, o histórico de Alckmin em São Paulo justifica o voto no candidato do PSDB.

Paulo Rabello promete cortar salário durante período de déficit primário

Candidato a vice de Alvaro Dias (Podemos), Paulo Rabello afirmou que ele e o presidenciável se comprometeram a cortar seus salários enquanto o Brasil estiver em situação de déficit primário, gastando mais do que arrecada. Ele também afirmou que os brasileiros “comprarão um shampoo e levarão um condicionador”, em referência ao fato de ele ter chegado a se lançar candidato pelo PSC, antes de fechar a coligação com o Podemos.

General Mourão diz que Bolsonaro vai ‘liderar pelo exemplo’

Em suas considerações finais, General Mourão citou a formação militar dele e do candidato titular, Jair Bolsonaro (PSL). Para Mourão, Bolsonaro vai liderar o governo contra a corrupção “pelo exemplo”.

De olho no rival

Assessores de Eduardo Jorge fizeram fotos dos índices levantados pelo Facebook sobre os candidatos rivais Ana Amélia, vice de Geraldo Alckmin, e Antônio Mourão, vice de Jair Bolsonaro. Os dados foram apresentados no pré-debate organizado por VEJA e mostram a influência de cada participante entre os usuários da rede social.

General Mourão diz que Bolsonaro vai ‘liderar pelo exemplo’

Em suas considerações finais, General Mourão citou a formação militar dele e do candidato titular, Jair Bolsonaro (PSL). Para Mourão, Bolsonaro vai liderar o governo contra a corrupção “pelo exemplo”.

Assessores de Eduardo Jorge fizeram fotos dos índices levantados pelo Facebook sobre os candidatos rivais Ana Amélia, vice de Geraldo Alckmin, e Antônio Mourão, vice de Jair Bolsonaro. Os dados foram apresentados no pré-debate organizado por VEJA e mostram a influência de cada participante entre os usuários da rede social.

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