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Ministro da Justiça está entre os cotados por Temer para substituir Teori, diz jornal

Poderá assumir a relatoria da Operação Lava Jato  

Ana Paula Chuva Publicado em 20/01/2017, às 16h55

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Poderá assumir a relatoria da Operação Lava Jato

O presidente Michele Temer começou a avaliar nomes para substituir o ministro Teori Zavascki, que morreu nesta quinta-feira (19) após um acidente de avião. Entre os cotados estão o de Alexandre de Moraes, atual ministro da Justiça e o de Gracie Mendonça, ministra da AGU (Advocacia Geral da União). 

Na manhã desta sexta-feira (20), Temer recebeu Alexandre e Gracie em audiências diferentes e também discutiu o assunto com a ex-ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Ellen Gracie, amiga do peemedebista.

De acordo com a Folha de São Paulo, em maio, Ellen chegou a ser cotada pelo presidente para assumir o Ministério da Justiça ou o Ministério da Transparência, mas recusou os convites.

Ellen lamentou a morte de Teori e elogiou a atuação do ex-ministro. "O Brasil perde muito com a morte. Eu convivia com ele como um irmão de criação desde o Tribunal Federal da 4ª Região. Era um exemplo para a magistratura brasileira", disse.

Para a ex-ministra, a Suprema Corte tem melhores condições para definir quem assumirá o cargo de relator da Operação Lava Jato. "O regimento interno tem as suas normas próprias para substituições nesses casos, que já ocorreram antes", afirmou.

Ainda segundo a Folha, Temer já manifestou a intenção de indicar um nome de perfil “técnico e apartidário”, para não despertar desconfianças de que o Palácio do Planalto teria intenção de intervir na Lava Jato.

Outro nome também cotado para o cargo é o do ex-procurador do Ministério Público de São Paulo, Luiz Antonio Marrey.

Segundo informações, quem assumir o cargo de Teori no STF poderia vir a ser relator da Lava Jato, embora a tendência é de que a ministra e presidente da corte, Cármen Lúcia prefira uma solução interna e redistribua o processo em sorteio na 2ª Turma.

O colegiado hoje é composto pelo decano do Supremo, ministro Celso de Mello, além de Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Jornal Midiamax