Brasil

Governador diz que PM vai entrar em Alcaçuz e fazer ‘paredão humano’

Nesta manhã presos entraram em novo confronto

Ana Paula Chuva Publicado em 19/01/2017, às 17h56

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Nesta manhã presos entraram em novo confronto

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PMDB), anunciou na tarde desta quinta-feira (19) que policiais militares entrarão na Penitenciária de Alcaçuz para separar as duas facções que se enfrentam no local. Segundo ele, os policiais formarão um "paredão humano".

A intenção, diz o governador, é "permitir a construção de uma parede física para separar o PCC do Sindicato do RN”.

Trechos da entrevista:

Evitar matança
“A curto prazo agora é evitar uma nova briga, uma nova matança entre eles. Por isso nós vamos entrar daqui a pouquinho, a operação vai começar já já. Em um segundo momento vamos transferir os presos das facções para presídios separadamente”.

Desafio
"O Sindicato desafiou o governo, assim coimo o PCC também me desafiou, a minha integridade, se eu tirasse presos da Alcaçuz”.

Negociação?
“Não houve negociação. Até porque ontem eu estava em Brasília, cheguei aqui ontem no final da tarde. Tanto é que o PCC me ameaçou, disse que ia tocar fogo em Natal. A mesma coisa o sindicato. Ou seja, se tivesse tido negociação Natal não estava sendo agora incendiada”.

Rebelião do final de semana
"Naquela ocasião era noite. Eles estavam armados, nós escutamos vários tiros. Se eu ordenasse que a polícia entrasse em Alcaçuz, podia ser um Carandiru 2 […] A polícia ia entrar, encontrar presos armados, violentos, e iria ter uma matança muito grande, tanto de policiais quanto de apenados. Eu não posso autorizar a polícia a entrar se ela não se sentir segura para entrar”.

'Guerra acabará já já'
“Essa guerra que está sendo agora, que vamos acabar já já, é de armas de pedaço de ferro, de pedaço de cano, do que foi destruído. Não foi negligência, não houve negociação, e não vai haver negociação porque o governador não autoriza negociação com quem quer que seja, nem com PCC, nem com Sindicato do RN”.

Destruíram o presídio
“A polícia entrou, recolheu o que pode recolher, recolheu armas, agora, eles destruíram o presídio. Terá que ser feita toda uma nova reconstrução”.

Jornal Midiamax