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VÍDEO: Jovem conta detalhes do suposto assédio de Marco Feliciano

Ela teria sido ameaçada a gravar o vídeo desmentindo o assédio

Henrique Kawaminami Publicado em 06/08/2016, às 14h39

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Ela teria sido ameaçada a gravar o vídeo desmentindo o assédio

Nesta sexta-feira (5) a jornalista Patricia Lelis, de 22 anos, denunciou o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) por assédio sexual e prestou depoimento durante a tarde no 3ª DP da capital, em Santa Efigênia.

Patrícia é a militante do PSC (Partido Social Cristão) que no inicio da semana acusou ter sido assedia pelo pastor Marco Feliciano. O caso repercutiu e mais ainda depois de um “sumiço”, a jovem veio a público desmentindo a denúncia.

O episódio teria acontecido no dia 15 de junho no apartamento funcional do parlamentar em Brasília. A jovem ex-presidente da juventude do PSC relata que foi convocada para uma reunião e chegando ao local encontrou o deputado sozinho.

“Foi quando ele me fez a proposta que se eu fosse amante dele me daria um cargo alto dentro do PSC e ele me ofereceu 15 mil de salário, e eu não aceitei” relata. Ela afirma que o pastor ficou nervoso e alterado, “Eu neguei e ele ficou bravo. Tentou tirar minha roupa à força, me deu um soco na boca e um chute na perna”, completa a jovem.

Ela começou a gritar e conseguiu escapar quando uma senhora bateu na porta do apartamento errado.

No dia seguinte ela foi procurada por Talma Bauer, assessor de Marco Feliciano, onde ela conseguiu gravar a conversa em áudio. Na conversa o assessor teria dito “o que que você quer pra colocar um pedra sobre esse assunto”, e ela pediu uma reunião no partido. No mesmo dia foi à reunião dentro do PSC com o presidente do partido pastor Everaldo e o deputado Gilberto Nascimento, que já estavam a par do assunto.

Ameaças

 “O próprio pastor Everaldo me ofereceu dinheiro, e quando eu falei que não queria ele fez a primeira ameaça” diz a jornalista. Após a recusa, ela é ameaçada. “Se você levar essa história pra frente, a gente vai te matar, a gente conhece sua família” teria dito pastor Everaldo.

Ela mandou o áudio para um amigo que soltou o áudio na internet, e logo depois gerou a matéria na Coluna Esplanada da Uol. Patricia foi de viagem para São Paulo e na noite em que a matéria saiu, o acessor Talma Buer entrou em contato no outro dia pela manhã. Ele ameaça a jovem, “você está mentindo, eu vou pegar a sua mãe, porque eu conheço a sua mãe, conheço seu pai!”. Com medo ela acabou passando o endereço do hotel que estava hospedada para o assessor. Bauer foi até o hotel armado e forçou a fazer o vídeo desmentindo a matéria, foram dois vídeos já que o primeiro não teve resultado desejado. Bauer pegou a senha do Facebook, “ele mesmo postou nas minhas redes sociais” diz ela.  “Todo mundo que me mandava mensagens, ele mesmo respondia”, completa.

Ela ainda relata que pelo Whatsapp Web, o assessor monitorava todas as conversas.

Patricia também afirmou que recebeu uma ligação do Pastor Everaldo na manhã desta sexta, em que ele teria feito ameaças para ela negar o episódio.

Prisão e liberação de Bauer

Após o depoimento de Patricia, Talma Bauer foi detido no Centro suspeito de ter mantido uma jovem em cárcere privado em um quarto de hotel na região. E na madrugada de sábado (6) foi liberado após prestar depoimento.

"Isso me parece que é uma perseguição política. As esquerdas estão aí, querendo derrubar todo mundo, mas nós estamos firmes, com Jesus venceremos", disse Bauer ao sair da delegacia. Ele também nega que tenha sido preso.

O caso está sendo registrado pelo delegado do 3° Distrito Policial, em Campos Elísios.

Jornal Midiamax