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Marcos Valério e Delúbio Soares serão ouvidos por Moro nesta segunda

Jornalista Breno Altman e dono de jornal também depõem

Norberto Liberator Publicado em 12/09/2016, às 11h48

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Jornalista Breno Altman e dono de jornal também depõem

O publicitário Marcos Valério e o ex-tesoureiro do PT, ambos condenados no escândalo do Mensalão, serão ouvidos nesta segunda-feira (12) pelo juiz Sérgio Moro, em Curitiba, por suspeita de envolvimento em esquema investigado na Operação Lava Jato. Além deles, o jornalista Breno Altman e o dono do jornal Diário do Grande ABC, Enivaldo Quadrado, deporão na 13ª Vara Federal. Outros quatro réus devem ser interrogados.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Valério será interrogado em processo por lavagem de dinheiro, acusado de ter participado de uma operação que repassou R$ 6 milhões para Ronan Maria Pinto, dono de empresas de transporte coletivo na região do ABC paulista.

Cerca de R$ 12 milhões teriam sido utilizados por Pinto para comprar ações majoritárias no Diário do Grande ABC e adquirir ônibus para suas próprias empresas.

A força-tarefa da Lava Jato investiga se o dinheiro veio do esquema fraudulento na Petrobras. Parte dele teria sido repassada por Delúbio e Valério por empréstimo em nome do pecuarista sul-mato-grossense José Carlos Bumlai.

Pinto foi preso em abril, na Operação Carbono 14, a 27ª fase da Lava Jato. Segundo informações do 'Estadão', a dívida teria sido quitada com um contrato da Petrobras, dirigido ao Grupo Schanin, de operação de um navio-sonda usado para explorar petróleo em alto mar, em negócio fechado em 2009 a US$ 1,6 bilhão.

Marcos Valério, conhecido como articulador do esquema conhecido como 'Valerioduto', foi condenado a 37 anos por envolvimento no caso do Mensalão. Ele cumpre pena em regime fechado em Belo Horizonte, na Penitenciária Nelson Hungria. O jornal O Globo afirma que sua defesa negocia acordo de delação premiada, em processo sigiloso.

Delúbio Soares foi condenado a seis anos e oito meses de prisão, em regime semiaberto, por corrupção ativa. Ele teria sido o repassador de propinas no caso do Mensalão. O ex-tesoureiro foi preso em novembro de 2013, e autorizado em setembro de 2014 a cumprir o restante em prisão domiciliar. O STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu, em março deste ano, o perdão de sua pena.

Jornal Midiamax