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Garotinho recusa atendimento de médico designado pela Justiça

Profissional teria chego de madrugada para atendimento

Ana Paula Chuva Publicado em 21/11/2016, às 20h08

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Profissional teria chego de madrugada para atendimento

Internado no Hospital Quinta D’Or, onde foi submetido no domingo, 20, a uma angioplastia, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) se recusou a ser examinado por um médico designado pela Justiça Eleitoral. O juiz Glaucenir Oliveira, da 100.ª Zona Eleitoral, que determinou sua prisão, havia determinado no domingo que ele fosse visto por um médico nomeado por ele, um “profissional isento”.

O juiz justifica sua decisão pondo em xeque a idoneidade do médico particular de Garotinho, o cardiologista Marcial Raul Navarrete Uribe. Oliveira cita o fato de o médico ter sido excluído dos quadros do Ministério da Saúde este ano, por ter acumulado essa função com o serviço no âmbito estadual.

“Eles chegaram de madrugada e lamentavelmente, ele (Garotinho) não aceitou, exigiu a presença do advogado, o que foi inviável, por conta do horário. Foi uma decisão dele. Se eu estivesse lá, teria dito para ele fazer. Nada resiste à verdade. O perito já viu o vídeo do procedimento e o chefe da unidade coronariana deu acesso ao prontuário. Há 12 anos ele tem mal-estar, dor no peito”, disse Uribe.

Sobre sua dupla função no serviço público, o médico declarou que entrou via concurso público para o antigo Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), em 1975, e para os quadros da Secretaria Estadual de Administração, em 1978. “Na época isso era lícito. Depois passou a não ser, e cassaram minha aposentadoria. Estou no Superior Tribunal de Justiça lutando contra isso”, contou o médico, que atende Garotinho, o qual classifica como um “paciente bissexto”, há cerca de três anos, e não o via havia um.

Ele disse que foi chamado à carceragem da Polícia Federal na quarta-feira passada, 16, quando Garotinho foi preso, e percebeu que seu quadro sugeria uma condição coronariana. Uribe acredita que Garotinho poderia ter sofrido um infarto agudo caso não tivesse sido transferido para o Hospital Quinta D’Or, que é particular e bem aparelhado; antes, ele passara pelo Hospital Souza Aguiar, que é público, e a unidade de saúde do sistema penitenciário, em Bangu.

Jornal Midiamax