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Após prisão, Sérgio Cabral aparece em imagem com uniforme da Seap

Secretaria não confirmou veracidade da imagem

Ana Paula Chuva Publicado em 18/11/2016, às 16h56

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Secretaria não confirmou veracidade da imagem

Posando para fotos com uniforme da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), foi a imagem divulgada nesta sexta-feira (18) do ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho. A foto foi tirada de um computador com acesso ao sistema penitenciário e foi feita para inserção no sistema carcerário do Rio.

A veracidade da imagem não foi confirmada pela Seap. Mas de acordo com informações da Secretaria, na manhã desta sexta-feira, Cabral tomou o primeiro café da manhã e em seguida teve a cabeça raspada.

Sérgio chegou ao local com uma camisa social azul clara, que ainda de acordo com a Seap, precisou ser trocada por uma calça jeans e camiseta branca, vestimenta dos presos da unidade. O ex-governador está em uma cela com outros cinco presos da Operação Calicute.

A cela onde ele passou a noite mede nove metros quadrados. Cabral aceitou o café da manhã da unidade: um pão com manteiga e café com leite, mesmo cardápio dos outros detentos.

No almoço e no jantar, o cardápio é composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (carne, peixe, frango), legumes, salada, sobremesa e refresco. Já o lanche é um guaraná e pão com manteiga ou bolo.

Prisão

Cabral foi preso por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais. De acordo com a denúncia, ele recebia "mesadas" entre R$ 200 mil e R$ 500 mil de empreiteiras, segundo procuradores das forças-tarefa da Lava Jato do Rio e no Paraná.

Além do ex-governador, outras nove pessoas foram presas na Operação Calicute – um desdobramento da Lava Jato. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões. As principais obras fraudadas foram o Arco Metropolitano, a reforma do Maracanã e o PAC das Favelas.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal), Cabral chefiava a organização criminosa e chegou a receber R$ 2,7 milhões em espécie da empreiteira Andrade Gutierrez, por contrato em obras no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

O esquema também envolvia lavagem de dinheiro por meio de contratos falsos com consultorias e da compra de bens de luxo – que incluíam vestidos de festa, joias e uma lancha avaliada em R$ 5 milhões, e até cachorros-quentes de uma festa de aniversário do filho de Cabral.

O procurador disse ainda que a propina exigida pelo ex-governador era de 5% por obra, mais 1% da chamada "taxa de oxigênio", que ia para a secretaria de Obras do governo, então comandada por Hudson Braga. Segundo o procurador, os pagamentos de mesada a Cabral ocorreram entre 2007 e 2014.

A mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva, quando alguém é levado para depor. Ela é suspeita de ser beneficiária do esquema criminoso.

Os advogados que representam Sérgio não se pronunciaram. Já a defesa da Adriana, disse que se pronunciaria nesta sexta-feira, segundo informações. 

Jornal Midiamax