Brasil

Vaccari nega que tenha recebido propinas na forma de doações oficiais

Tesoureiro do PT negou à CPI da Petrobras denúncia do MPF sobre doações legais

Isaias Domingues Publicado em 09/04/2015, às 18h53

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Tesoureiro do PT negou à CPI da Petrobras denúncia do MPF sobre doações legais

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, negou à CPI da Petrobras denúncia do Ministério Público Federal de que pagamentos da Petrobras a empresas contratadas eram repassados, na forma de propina, para o partido por meio de doações legais.

Ele respondeu pergunta da deputada Eliziane Gama (PPS-MA), que apresentou planilha de pagamentos elaborada pela Força Tarefa da Operação Lava Jato. Os procuradores que investigam desvios na estatal concluíram que repasses oficiais aos diretórios do PT foram feitos por empresas contratadas pela Petrobras poucos dias depois dos pagamentos serem feitos.

“Doações oficiais do consórcio Intercon e da Setal foram feitas ao PT dois dias depois delas receberem da Petrobras. Como o senhor explica isso?, perguntou. “As doações são legais, apresentadas ao TSE e via transações bancárias”, respondeu Vaccari. “Mas não é muito coincidência, dois dias depois de receber da Petrobras, doar ao PT?”, insistiu a deputada. “Eu vou repetir: as doações são legais”, disse Vaccari.

Os consórcios Interpar e Intercom (formados pela Mendes Jr, MPE e SOG) receberam da Petrobras, entre 2008 e 2010, em datas próximas às de doações para o PT. Eliziane apresentou dados que mostram que, em 2009, a Petrobras efetuou pagamento de R$ 14,9 milhões, no dia 29 de abril, para o consórcio Interpar (Mendes Jr, MPE e SOG). No dia 30, foi feita transferência da Setal de R$ 120 mil para o Diretório Nacional do PT.

Jornal Midiamax