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Número de desaparecidos de tragédia em MG chega a 28; segunda morte é confirmada

A Prefeitura também atualizou o número de desaparecidos

Diego Alves Publicado em 08/11/2015, às 01h50

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A Prefeitura também atualizou o número de desaparecidos

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou, no início da noite deste sábado (7), a segunda morte em consequência do rompimento de duas barragens no município de Mariana. A vítima foi encontrada em uma ponte no distrito de Rio Doce, localizada a cerca de 100 quilômetros de onde o "tsunami de lama" começou, em Bento Rodrigues.

A Prefeitura de Mariana também atualizou o número de desaparecidos em decorrência da tragédia, que cresceu, chegando a 28. Do total, 13 são funcionários da mineradora Samarco e empresas terceirizadas e 15, moradores dos distritos de Bento Rodrigues (14) e Camargos (1). Entre eles estão cinco crianças com idades entre 3 meses e 7 anos.

Mais de 700 pessoas ficaram desabrigados em decorrência da lama que seguia avançando pelo Estado, vivendo provisoriamente em abrigos, hotéis e casas de parentes.

Municípios da região anunciaram corte provisório de água para evitar a contaminação por dejetos, pois rios que abastecem moradores estão sendo atingidos pela onda de lama.

Segundo as autoridades, os dejetos devem chegar ao Espírito Santo ainda na segunda-feira (9). Representantes da mineradora Samarco afirmam que ainda não sabem como parar a lama devido ao grande volume que se move pelos municípios, destruindo casas e arrastando carros.

Os Bombeiros também confirmaram o resgate de vários animais presos nos dejetos. A corporação emitiu alerta para que todos fiquem distantes da chamada "zona quente", aquela atingida pela lama.

Em uma área em que são feitas as buscas por desaparecidos, os resgates precisaram ser temporariamente suspensos após uma mulher ficar atolada quando tentava voltar para sua casa. Um helicóptero teve de ser deslocado ao local para resgatá-la.

"Não se aproximem para fazer salvamentos ou por qualquer motivo. Para isso, equipes especializadas estão distribuídas por toda a região", alertou a corporação em sua página no Twitter. "Ajudem-nos, primando por suas vidas, permanecendo nas áreas seguras."

Jornal Midiamax