Brasil

Dilma “tem que ter cautela”, diz Cunha sobre terceirização

Deputado falou com a imprensa em evento comandando por Paulinho da Força

Gerciane Alves Publicado em 01/05/2015, às 16h42

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Deputado falou com a imprensa em evento comandando por Paulinho da Força

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) , criticou a presidente Dilma Roussef (PT) nessa sexta-feira durante ato promovido pela Força Sindical em comemoração do Dia do Trabalhador, na zona norte de São Paulo. Segundo Cunha – que apoia o Projeto de Lei PL- 4330, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa – a presidente precisa representar outros interesses, além dos do PT. “Acho que a presidente da republica tem que ter cautela, ela tem o direito de vetar qualquer proposta, embora a última palavra seja do Congresso. É muito importante que a pauta do PT não seja a do governo”, disse cunha a jornalistas.

Em discurso nessa sexta-feira, Dilma defendeu a regulamentação do trabalho terceirizado e apresentou ressalvas ao projeto que está sob a análise no Congresso, em especial, aos direitos do trabalhador.  “É preciso proteger a previdência social da perda de recursos e, assim, garantir sua sustentabilidade”, disse Dilma.

Para Cunha, porém, Dilma não deveria assumir o pensamento ideológico do PT.  “A presidente não é sustentada apenas pelo PT, mas por outros partidos. Ela tem que ter a cautela de que o governo tende ter a posição da maioria de sua base. É perigoso quando assume a posição do PT”, reafirmou.

Sobre o fato de a presidente Dilma não ter feito pronunciamento oficial na televisão, Cunha disse que não era papel dele julgar a decisão. “Não me cabe comentar. Se eu prego independência de poderes, não me cabe interferir naquilo que é direito em faculdade de outro poder. Se a presidente tomou a decisão de não falar, falar de outra forma, é uma decisão dela e não me cabe fazer qualquer comentário.”

Eduardo Cunha foi um dos principais convidados de Paulinho da Força, deputado federal pelo Solidariedade. Durante o ato em comemoração ao dia 1º de Maio, Cunha foi tietado e chamado por vários trabalhadores para tirar selfies.

O deputado fez crítica à CUT (Central Única dos Trabalhadores), que tem um posicionamento contrário ao da Força Sindical e luta contra a aprovação da lei de terceirização. “A CUT teve um papel diferenciado na discussão da terceirização, usou o PT para fazer um debate equivocado, já que o projeto da terceirização não causa qualquer prejuízo ao trabalhador, pelo contrário, reconhece direitos e a CUT politizou esse processo. Quis fazer desse processo da terceirização uma embate político que visava única e exclusivamente proteger a arrecadação sindical deles”, completou o presidente da Câmara.

Jornal Midiamax