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Com quase 200 anos Museu Nacional no RJ fecha as portas por falta de funcionários

O museu é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina.

Clayton Neves Publicado em 12/01/2015, às 18h42

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O museu é o maior museu de história natural e antropológica da América Latina.

Prestes a completar 200 anos, o Museu Nacional, maior museu de história natural e antropológica da América Latina, fechou as portas ao público por tempo indeterminado nesta segunda-feira. O motivo é a falta de funcionários das equipes de segurança e limpeza. A Universidade Federal do Rio de Janeiro, que administra a instituição, não paga as empresas responsáveis há três meses. Mesmo assim, os funcionários receberam os salários de outubro e novembro. No entanto, o de dezembro não foi depositado e o vale-alimentação e o vale-transporte não foram pagos. Jaçanã Nogueira, que trabalha na equipe de limpeza do museu há mais de vinte anos, disse que o pagamento costuma atrasar, mas essa é a primeira vez que a instituição precisa tomar uma medida drástica. 

Segundo a diretora do Museu Nacional, Claudia Rodrigues Carvalho, no período de férias, a exposição chega a receber cinco mil pessoas por dia nos fins de semana e mil pessoas por dia de segunda a sexta. Com o ingresso a seis reais, o museu arrecada pelo menos trinta mil por semana nesta época. Para ela, o prejuízo financeiro da suspensão das visitas é grave, mas a pior perda é para o patrimônio cultural da cidade. 

O técnico em manutenção João Miranda veio de Natal, no Rio Grande do Norte, para visitar o Rio. Ele ficou frustrado ao se deparar com o aviso na porta do museu, nesta segunda-feira. 

– É uma decepção a gente vir de fora do Rio para visitar alguns pontos turísticos, chegar aqui e estar fechado. 

A equipe do Museu Nacional discute soluções para o problema e tenta uma reunião com a reitoria da UFRJ. Procurada, a universidade ainda não se pronunciou.

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