Brasil

Após condenação, Feliciano defende Levy Fidelix

Segundo parlamentar, Brasil vive hoje uma ditadura gay

Clayton Neves Publicado em 17/03/2015, às 19h01

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Segundo parlamentar, Brasil vive hoje uma ditadura gay

Após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenar o ex-candidato do PRTB à presidência da República, Levy Fidelix, a pagar R$ 1 milhão em indenização por danos morais a movimentos ligados à população LGBT, o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) saiu em defesa do político e afirmou, nas redes sociais, que vivemos, no Brasil, “a ditadura gay”.

 Levy foi condenado por conta de declarações feitas durante um debate, em setembro de 2014, quando usou expressões como “dois iguais não fazem filho” e “aparelho excretor não reproduz” ao se referir a casais homossexuais.

 Em sua página no Facebook, Feliciano afirmou que Fidelix “cidadão de bem, pai, avô, tem meu respeito e minha admiração”. “Vou torcer para que ele seja inocentado em outra instância.”

 Alvo de críticas do movimento LGBT em sua passagem pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado afirmou que “se Levy for condenado em todas as instâncias, criar-se-á a jurisprudência sem que haja necessidade da lei aprovada. Assim como foi no caso da união estável e civil entre pessoas do mesmo sexo”.

 “Vivemos a ditadura gay, venho falando sobre ela desde 2011. Sem haver no Código Penal o crime por homofobia, Levy foi condenado, imaginem se homofobia estivesse tipificada no código penal… Pastores e padres não poderão mais pregar em seus púlpitos o que a Bíblia diz ser pecado”, disse o deputado no Facebook. 

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