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Peugeot é multada em R$ 373 mil por propaganda enganosa

A Peugeot Citroën foi multada em R$ 373 mil, no total, por “induzir” os consumidores a comprar carros pelo valor anunciado pela montadora, mas que não incluía outras somas que deveriam ser pagas no momento da aquisição. Segundo informou o Ministério da Justiça nesta segunda-feira, as multas foram aplicadas por “publicidades enganosas” e a montadora […]

Arquivo Publicado em 17/12/2012, às 19h44

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A Peugeot Citroën foi multada em R$ 373 mil, no total, por “induzir” os consumidores a comprar carros pelo valor anunciado pela montadora, mas que não incluía outras somas que deveriam ser pagas no momento da aquisição. Segundo informou o Ministério da Justiça nesta segunda-feira, as multas foram aplicadas por “publicidades enganosas” e a montadora tem dez dias, a contar do momento em que for intimada, para recorrer. O valor das multas deverá ser depositado no Fundo de Defesa de Direitos Difusos do ministério e será aplicado, segundo a entidade, em ações focadas na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e dos consumidores.



O ministério informou que a primeira multa foi aplicada devido à campanha “Demorou, Dançou”, em que o Peugeot 206 era anunciado pelo valor de parcelas a partir de R$ 206. “A empresa não mencionou a existência do valor de entrada e das parcelas intermediárias na mesma proporção visual do valor chamativo”, disse o ministério. A montadora também recebeu outra multa, desta vez pela campanha “Eu e Peugeot, Peugeot e eu”. Nela, o órgão também aponta falta de informação “essencial” aos consumidores. Neste caso, a publicidade induzia o comprador a acreditar que não precisaria pagar pelo câmbio typtronic e que ganharia três anos de garantia e de seguro, “mas os serviços adicionais eram embutidos no valor das parcelas”, diz o comunicado do Ministério da Justiça.



“É dever do fornecedor garantir a informação clara e ostensiva sobre o preço e a composição dos produtos e serviços que comercializa. Essas informações são fundamentais para o consumidor exercer efetivamente seu direito de escolha”, disse na nota o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do ministério, Amaury Oliva.



Procurada, a Peugeot ainda não se pronunciou sobre o caso.


Jornal Midiamax