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Secretaria de Saúde deve divulgar relatório sobre morte de macacos no interior

O caso levantou suspeitas sobre febre amarela

Midiamax Publicado em 26/01/2017, às 20h30

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O caso levantou suspeitas sobre febre amarela

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) irá divulgar, até segunda-feira (30), um relatório sobre os casos de mortes de macacos, que ocorreram em Aparecida do Taboado, distante 456 quilômetros de Campo Grande. As mortes – envoltas em um cenário de surto de febre amarela no país, em especial no Sudeste -, levantaram a suspeita do início de novos casos em Mato Grosso do Sul, e são acompanhadas com atenção pelo governo do Estado. De acordo com a SES, o inquérito é conduzido pela Secretaria de Saúde do município, e acompanhado pela SES.

Quatro macacos encontrados mortos em Aparecida do Taboado, no dia 24. Na divisa com Mato Grosso do Sul, três pessoas já morreram de febre amarela no Estado de São Paulo e 32 em Minas Gerais. Em entrevista ao site Perfil News, a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Aparecida do Taboado, Eugênia Paiva, disse por telefone que a morte dos quatro animais aconteceu em áreas rurais do município.

O primeiro caso aconteceu há aproximadamente 15 dias, quando a dona de uma fazenda encontrou três macacos em estado de decomposição em sua propriedade rural. A mulher enterrou os animais e só comunicou o fato à Vigilância na semana passada.

"A fazendeira nos avisou do ocorrido depois de saber pela imprensa sobre o surto da febre amarela em Minas Gerais, e que os macacos também podem ser vítimas do mosquito que transmite a doença", contou Eugênia, esclarecendo que o animal não transmite o vírus.

Casos

São 550 casos suspeitos em todo o País em 2017. Do total de notificados até agora, 72 foram confirmados, 23 descartados e 455 continuam sob investigação. Conforme a publicação, os casos foram registrados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, que já descartou todos os casos notificados. Minas Gerais continua sendo o estado com o maior número de registros até o momento.

Em Campo Grande, o burburinho envolvendo os as mortes de macacos motivou a procura pelas vacinas. O gerente da UBS (Unidade Básica de Saúde) Tiradentes, Nelson Leão, explicou que aqueles que já tomaram as duas doses estão imunizados, mas os que não lembram se receberam as duas doses estão tomando a vacina.

De acordo com a SES, uma pessoa de Santa Catarina, e que esteve em Bonito entre o dia 25 de dezembro o dia 2 de janeiro, é suspeita de estar com a doença. Natural de Blumenau, foi em Santa Catarina que ele começou a apresentar os sintomas no dia 15 de janeiro. Após a viagem em Bonito, ele também esteve em São Paulo.

A SES monitora os resultados dos exames junto à Secretaria de Saúde de Santa Catarina. Além da suspeita de febre amarela, que deve demora 15 dias para emitir resultados após exame, o paciente também foi confirmado com leptospirose, após testes. Mato Grosso do Sul, conforme a SES, integra uma lista de estados considerados endêmicos para a febre amarela, e a relação é motivada pela proximidade com matas e florestas.

Para garantir a imunização da população das áreas de recomendação da vacina, o Ministério da Saúde reforçou o estoque estratégico com mais 11,5 milhões de doses. De forma imediata, a Fiocruz/Biomanguinhos repassará 6 milhões de doses ao Ministério da Saúde. Além disso, a fundação, que é veiculada à Pasta, possui 5,5 milhões de doses que serão entregues de acordo com as solicitações do Ministério.

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