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Marquinhos vai acionar a Justiça para barrar greve dos médicos na Capital

‘Propusemos reajuste superior a inflação’

Tatiana Marin Publicado em 22/06/2017, às 17h19

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‘Propusemos reajuste superior a inflação’

Após a confirmação da data para início greve dos médicos da rede municipal de saúde de Campo Grande, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) afirmou que vai recorrer à Justiça para tentar barrar a paralisação. A greve deve iniciar na próxima segunda-feira (26).

“Vamos procurar a justiça para que declare a greve ilegal. Nós propusemos reajuste superior a inflação. Foi a única categoria que recebeu uma proposta dessa, mesmo com a situação em que a prefeitura se encontra”, declarou. Ele afirma ainda que os 6% de reajuste oferecidos sobre o valor dos plantões é o maior reajuste de todas as categorias e é a categoria dos salários mais altos.

“Vamos bater às portas da justiça dizendo que estamos em negociação, que o salário deles está em dia e que é a categoria mais bem paga do município. Que receberam a proposta de reajuste acima da inflação e mostrar a dificuldade com que nos encontramos na prefeitura”, pontua.

O prefeito destaca o recebimento dos médicos em holerite. “O salário base é uma coisa, remuneração do holerite é outra. O município tem quase 1000 médicos. Mais de 460 ganham acima de R$ 10.000,00, mais de 270 ganham acima de R$ 15.000,00 e mais de 120 ganham acima de R$ 20.000,00”, relata Marquinhos.

Marquinhos vai acionar a Justiça para barrar greve dos médicos na Capital

Sobre a proposta da Prefeitura

O secretário municipal de finanças e planejamento, Pedro Pedrossian Neto, explicou que os 6% de reajuste atinge 90% dos médicos do município e a proposta de 30% de reajuste no incentivo PSF visa estimular o atendimento ambulatorial.

Sobre a redução dos plantonistas para direcionar a verba para o reajuste, ele afirma que é consenso, inclusive entre os médicos, que há excesso de plantões noturnos e que tal redução não prejudicaria o atendimento. “O horário de pico acontece das 19h à 1h, porém o plantão vai até às 7h da manhã. A proposta é que 50% dos plantões seja reduzido para 6 horas e esta economia está sendo para reajustar os plantões”, afirma.

Sobre o pedido do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de MS) de incorporar as gratificações aos salários, Pedrossian Neto disse que a prefeitura já fez esta proposta e que não foi aceita. “Tentamos fazer isso, fizemos esse exercício com os médicos. Mostramos a forma de fazer isso, para não haver impacto, sentamos junto, e eles não aceitaram o resultado. Querem reajuste acima da inflação, o que é impossível”, finaliza.

Jornal Midiamax