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Estado repassa verba, mas maternidade mantém ameaça de fechamento de leitos

Hospital quer revisão da contratualização

Tatiana Marin Publicado em 05/06/2017, às 19h13

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Hospital quer revisão da contratualização

O pagamento dos repasses suspensos pelo Governo do Estado foram realizados, conforme a SES (Secretaria de Estado de Saúde), o que foi confirmado pela Maternidade Cândido Mariano. Ainda assim, os 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal podem ser fechados se o Estado e o Município não revisarem a contratualização com a unidade.

“A maternidade está com déficit e mesmo que o pagamento dos repasses seja regularizado, não teremos como manter os leitos sem a revisão da contratualização com o estado e com o município”, explicou o médico Daniel Gonçalves de Miranda, diretor técnico da Maternidade Cândido Mariano.

O valor recebido pela maternidade anualmente advindo da contratualização é de R$ 14 milhões, conforme informado por Daniel, que alega serem necessários R$ 19 milhões por ano para manter o atendimento. Ainda de acordo com o médico, há 5 anos o contrato não sofre reajuste.

Estado repassa verba, mas maternidade mantém ameaça de fechamento de leitos

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou, por meio da assessoria de imprensa, que em reunião realizada na última quinta-feira (1) o assunto do reajuste não foi tratado na reunião e que a Prefeitura não tem condições de discutir reajuste no momento, devido à dificuldade financeira. Entretanto afirmou que a Prefeitura tem interesse em resolver este impasse para evitar a suspensão do atendimento. O valor mensal repassado pela Prefeitura é de R$ 1.253.881,96.

A assessoria de imprensa da SES (Secretaria de Estado de Saúde) também não soube informar se há estudo de proposta de reajuste do repasse pelo Governo, que, no total, é de R$ 328 mil mensais.

Matéria editada para correção de informações.

Jornal Midiamax