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Cirurgia inovadora contra Mal de Parkson é realizada na Santa Casa

Procedimento estimula diretamente a área do cérebro afetada pela doença

Maisse Cunha Publicado em 13/12/2017, às 19h01

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Procedimento estimula diretamente a área do cérebro afetada pela doença

​Equipe médica da Santa Casa de Campo Grande realizou, ontem (12), procedimento inovador para amenizar os efeitos do Mal de Parkson.

O procedimento, denominada Deep Brain Stimulation, consiste na introdução de eletrodos, em várias regiões do cérebro, provoca estímulos nervosos no paciente.

Nesta modalidade de cirurgia, o paciente permanece consciente e executa movimentos como mexer as mãos e pés, enquanto recebe os estímulos. Assim, é possível identificar o ponto exato do cérebro atingido pela doença.

Desta maneira, de acordo com a equipe médica do hospital, os efeitos são minimizados a cada eletrochoque que o paciente recebe.

O procedimento é indicado a pacientes que não alcançaram resultados positivos, apresentaram efeito adversos com o tratamento convencional ou que tiveram melhora no início do tratamento, porém, com o passar do tempo, deixaram de fazer efeito.

Através da técnica, é possível reduzir em 30% o tempo de duração das cirurgias. O que possibilita a realização do procedimento em 3h30min.

Após esse procedimento, é realizada uma segunda cirurgia para a instalação de uma espécie de marca-passo, que fornece energia para que os eletrochoques sejam realizados de maneira ininterrupta.

A técnica foi desenvolvida por pesquisadores do Hospital Sírio Libanês, em parceria com pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da faculdade de medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Saúde – O Mal de Parkson consiste na degeneração de uma parte do cérebro chamada “Gânglio da Base”. Ela atinge pessoas de ambos os sexos, principalmente após os 60 anos de idade, e ocasiona, de forma progressiva, lentidão nos movimentos, tremores, rigidez e alteração do equilíbrio.

Jornal Midiamax