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Veja dicas para escapar da alta nos preços dos medicamentos

Reajuste de 12,5% passa a valer nessa sexta-feira (1)

Joaquim Padilha Publicado em 01/04/2016, às 11h15

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Reajuste de 12,5% passa a valer nessa sexta-feira (1)

O preço dos medicamentos nas farmácias poderão ficar até 12,5% mais caros, segundo uma resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamrntos (Cmed) publicada hoje (1) no Diário Oficial da União. A permissão de reajuste máximo em 12,5% ultrapassa, pela primeira vez em 10 anos os índices da inflação atuais – em 10,36%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Essa resolução passa a valer sobre mais de 9 mil medicamentos com preços regulados pelo governo. Diferentemente de outros anos, o governo autorizou um reajuste fixo para todos os medicamentos, substituindo o modelo de reajustes por categoria. A mudança de preços também é maior que o autorizado nos últimos dois anos – 7,7% em 2015 e 5,68% em 2014.

O reajuste alto já era esperado pelo setor farmacêutico, para compensar os gastos com a alta do dólar e das contas de energia. Segundo a Interfarma, associação que representa os laboratórios farmacêuticos nacionais, as altas do dólar e da energia produziram impactos fortes na produção de medicamentos no Brasil, pois grande parte da matéria prima é importada de fora.

Serviço: Lembre-se que muitas farmácias só repassarão os reajustes ao consumidor na hora de mudar o estoque. Para não ser pego pela alta nos preços, confira algumas dicas da Proteste Associação de Consumidores:

  • ​Consulte diferentes redes e várias farmácias. Os preços podem mudar mesmo entre drogarias de uma mesma rede;
  • Opte pela utilização das versões genéricas dos medicamentos, se o médico permitir. Genéricos são geralmente mais baratos;
  • Procure sempre pedir do seu médico que receite o medicamento pelo nome do princípio ativo, e não pela marca. Assim, fica mais fácil pesquisar melhores preços;
  • Pergunte ao seu médico se é possível que ele te receite medicamentos inclusos no Programa Farmácia Popular, e pesquise quais são as farmácias que participam do programa. Esses remédios são 90% mais baratos e podem até ser gratuitos;
  • Se você toma remédios para doenças crônicas, tente participar de um programa de fidelidade com o laboratório fornecedor. Os descontos para esses programas chegam a até 70%. 
Jornal Midiamax