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Pacientes reclamam de falta de acesso a elevador em maternidade

Maternidade diz não ter condição de atender

Midiamax Publicado em 16/03/2016, às 12h52

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Maternidade diz não ter condição de atender

Paciente da Maternidade Cândido Mariano enviou reclamação ao Midiamax sobre a forma “desumana” que pacientes estariam sendo tratados no hospital. A paciente relatou que há uma ala na maternidade chamada Casa da Mãe Gestante, que atende mães que vêm de outra cidade, enquanto filhos estão na UTI. Segundo denúncia, existe algo desumano acontecendo, visto que as mães que saem de cirurgias precisam subir e descer dois andares de escadas para amamentar.

Segundo esposo da paciente, as mães, recém-operadas, fazem sacrifício e até choram de dor por conta do sobe e desce, visto que de três em três horas precisam amamentar. A revolta é grande porque, segundo paciente, há um elevador novinho que leva direto ao quarto que elas dormem, mas não podem usar, pois no lado do quarto que o elevador para a porta fica fechada e não abre.

“Para que isso? Para elas não usarem o elevador? Se quiserem eu tenho dois vídeos que gravei, mas só posso enviar depois que minha esposa e filho saírem de lá, pois tenho medo de retaliações”, enviou o pai.

O diretor da maternidade, Alfeu Duarte, negou que mães subam dois andares. Segundo o médico, são dois lances de escadas que precisam ser subidos, visto que não há outra saída. Ele justifica que o elevador atende a UTI e não há segurança suficiente para cuidar este acesso, que colocaria em risco o hospital.

“Poderiam vasculhar todo o hospital e não tem guarda para cuidar o dia inteiro. Fica muito exposto. Não podemos colocar a disposição do hospital. Poderia sumir bolsa de paciente, documento”, alegou.

O médico explica que as pacientes recebem alimentação e todo atendimento, mesmo sem contrapartida do Governo Federal, o que acaba sendo um favor para as mães que vêm do interior ou da periferia.

“Temos um limite de dez leitos. Damos roupa, banheiro, chuveiro, todo conforto. Só sobe lá o pessoal para amamentar. Não é obrigado a ficar. É uma doação do hospital. Tem tudo. É um espaço exclusivo das pessoas carentes. Várias pessoas dos convênios querem ficar neste setor e não é permitido porque é exclusivo”, finalizou.

A reforma da maternidade foi entregue em julho do ano passado. O Governo do Estado doou 10 leitos, prometeu repassar R$ 52 mil mensal mensalmente, para locação de equipamentos, e R$ 768 mil em parcela única para custeio da maternidade.

Jornal Midiamax