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Após morte de médico, sindicância investigará denúncia de coações em UPAs

Médico fez um boletim de ocorrência

Diego Alves Publicado em 24/01/2016, às 00h37

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Médico fez um boletim de ocorrência

Após a morte do médico Francis Giovani Celestino, 31, a prefeitura de Campo Grande irá apurar possíveis coações contra servidores em UPAs de Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa do executivo, a abertura da sindicância deverá ser publicada até a próxima terça-feira (26) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).

O médico que foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (22) nas proximidades da Fazenda Piana, na BR-060 que liga Campo Grande a Sidrolândia, fez um boletim de ocorrência por preservação de direito. O caso é investigado pelo delegado Edmilson José Holler da 6ª delegacia da Capital.

No boletim de ocorrência do último dia 12, o médico alegou que era obrigado a trabalhar durante os horários de descanso. Francis também disse na delegacia que outros colegas tabém estavam trabalhando sem intervalos de descanso em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Campo Grande.

Francis foi encontrado morto, aproximadamente 50 quilômetros distante da Capital. Ele estava dentro do carro e foi encontrado por trabalhadores que passavam pelo local.

A BMW preta do médico estava na entrada da pedreira e os funcionários da mineradora Negri, que encontraram o veículo, acionaram a Polícia Militar. Equipes foram até o local e constataram que havia um homem morto dentro do veículo, identificado posteriormente como Francis.

A suspeita é de que o médico possa ter cometido suicídio com um tiro na cabeça. Francis era médico e instrutor de psiquiatria, funcionário da prefeitura da Capital e já trabalhou nos postos de saúde Jandaia, Cascatinha, São Bento, além de já ter atendido no Hospital de Sidrolândia. Investigadores da Capital estiveram no local do crime e deve apurar os fatos.

Jornal Midiamax