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Secretário estadual apresenta proposta para Santa Casa e crise na Saúde de MS

Secretário de Estado de Saúde, detalhou pontos de acordo

Diego Alves Publicado em 26/06/2015, às 00h37

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Secretário de Estado de Saúde, detalhou pontos de acordo

Durante prestação de contas na tarde desta quinta-feira (25), para a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares, apresentou pontos do acordo proposto dentro do novo contrato com a Santa Casa de Campo Grande,  para aliviar a crise na Saúde em Mato Grosso do Sul de uma maneira geral.

“Não queríamos apenas aumentar o repasse para a Santa Casa e pronto. A saúde não iria melhorar como um todo. Então com muita ajuda da Secretaria de Saúde de Campo Grande, as comissões da Assembleia e Câmara e o Ministério Público Estadual conseguimos resistir às pressões e formular uma proposta de recomposição da alta complexidade em todo o Estado”, afirmou Tavares.

Foi proposto R$ 3,5 milhões mensais em repasses para a Santa Casa, uma ampliação de R$ 500 mil do que já é repassado e mais R$ 1 milhão de imediato para obras no hospital. “Sabemos que não é o ideal, mas é o real e saudável que podemos fazer para poder investir em outros”, disse o secretário, visto que a Santa Casa pede que o repasse aumente para R$ 4 milhões.

Para o Hospital Regional, o novo pacto da Saúde promete a contratação de 233 novos funcionários, mais 10 novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva); para a Maternidade Cândido do Mariano serão mais 10 novos leitos de UTI Neonatal; ao Hospital Universitário mais 10 leitos de UTI Neonatal, 10 leitos infantis e duas UTIs adulto; ao Hospital do Câncer a proposta é ajuda para concluir dois andares usados pelo evento Casa Cor para se tornar a área administrativa e assim ampliar mais 12 leitos para o hospital; ao São Julião serão mais 22 leitos e R$ 600 mil de custeio; e ao Hospital do Pênfigo serão contratualizadas cerca de 150 cirurgias de média e alta complexidades em Ortopedia.

“Ainda estamos estudando outros pontos para firmar o acordo final de forma que inclua o Hospital Nosso Lar e duas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] de Campo Grande. Estamos aguardando de imediato a resposta da Santa Casa, mas já adiantamos que esse é um governo que quer uma mudança de posturas. Que não quer resolver coisas pontuais, mas rever a Saúde toda”, ressaltou o secretário estadual.

A presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, deputada Mara Caseiro (PTdoB), destacou que é preciso um voto de confiança dos entes envolvidos para que a situação estadual possa melhorar. “Temos que admitir que esse acordo merece esse voto, pois em menos de um ano esse governo já mostrou que não quer fazer algo engessado e isso pode dar certo sim. Vamos continuar acompanhando”, concluiu Mara.

Na última reunião em que representantes da Santa Casa vieram na Assembleia Legislativa buscar auxílio na negociação com o governo, o diretor-presidente da mantenedora do hospital, Associação Beneficente de Campo Grande, Wilson Teslenco, explicou que o contrato para repasses venceu em 7 de dezembro de 2014, depois foi renovado por quatro meses que venceu em 7 de abril de 2015. Com o vencimento o hospital ficou 30 dias sem contrato, renovou de novo e venceu oficialmente em 7 de junho não sendo renovado pelo governo. 

Jornal Midiamax