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OMS adota programa para erradicar malária em 15 anos

A doença ainda mata 600 mil pessoas por ano

Clayton Neves Publicado em 22/05/2015, às 16h57

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A doença ainda mata 600 mil pessoas por ano

A organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta quinta-feira (21), a adoção de um programa para erradicar a malária nos próximos 15 anos.

A doença ainda mata 600 mil pessoas por ano.

Reunidos na Assembleia Anual da Saúde (a instância decisória da organização), em Genebra, os diplomatas aprovaram na quarta-feira à noite um plano para reduzir em 40% os casos de malária até 2020 e, em 90%, até 2030, informou a OMS.

O programa também prevê a erradicação completa da doença em pelo menos 35 novos países nesse intervalo. O custo do projeto é de pelo menos 100 milhões de dólares.

O responsável pelo programa mundial contra malária da OMS, Pedro Alondo, disse à AFP que esses objetivos são “ambiciosos, mas realizáveis”, e que vão “nos levar para muito perto da erradicação”.

“Trata-se da estratégia mais ambiciosa, e ao mesmo tempo realista, que o mundo já adotou desde meados do século XX”, avaliou.

A cada ano, cerca de 200 milhões de pessoas contraem malária, e pelo menos 600 mil morrem. Crianças com menos de cinco anos representam 75% de todos os óbitos e, destes, 90% são registrados na África.

Segundo números divulgados recentemente pela OMS, entre 2000 e 2013 houve uma queda de 47% no índice de mortalidade.

Apesar do avanço, Alonso reconheceu que ainda há muito a fazer, já que, por exemplo, 50% dos lares na África não têm mosquiteiros, essenciais para ajudar na proteção dos mosquitos transmissores.

Jornal Midiamax