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“Não comia para ser invisível”, diz anoréxica em recuperação

Jeanette Suros chegou a se exercitar 12 horas por dia e teve um ataque cardíaco

Clayton Neves Publicado em 22/06/2015, às 17h43

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Jeanette Suros chegou a se exercitar 12 horas por dia e teve um ataque cardíaco

A americana Jeanette Suros, de 24 anos, começou a fazer dieta aos 10. Com 17, chegou a se exercitar por 12 horas diariamente e a pesar 28,5 kg. Diagnosticada com anorexia, teve um ataque cardíaco e ficou hospitalizada muitas vezes. Em 2012, frequentou um centro de transtorno alimentar e está em recuperação há três anos. Hoje, ela tem 47,6 kg, um peso saudável para sua altura, e quer ser terapeuta especializada em distúrbios alimentares. “Agora, sou capaz de me impedir de ficar presa em minha anorexia novamente”, comentou. Os dados são do jornal Daily Mail.

Jeanette revelou que os seus problemas começaram bem cedo. “Comecei a me comparar com outras meninas aos 5 anos. Aos 10, comecei a fazer dieta. Cortei alimentos gordurosos e tudo que tinha açúcar”, disse. “Eu me forcei a gostar de café preto porque li que iria suprimir o apetite. Meus pais acharam um pouco estranho, mas disse a eles que gostava do sabor.” 

Com o tempo, as restrições alimentares foram aumentando. Não almoçava na escola e, então, ia para a ginástica. Depois, mentia para os pais dizendo que havia comido mais cedo e não precisava jantar. Passou a acordar de madrugada para correr. “Parei de comer porque queria ser invisível”, comentou.

Aos 16 anos, estava com 29 kg e seus professores ficaram preocupados com ela. “Estava tão magra que usava roupa de crianças com idade entre 8 e 10 anos. Mas estava feliz, sempre pensando que perder mais um pouco de peso me deixaria mais feliz.” Acabou passando mal na escola e desmaiou. No hospital, recebeu o diagnóstico de anorexia nervosa. “Avisaram os meus pais também. Tentei dizer-lhes que estava bem. Tinha que continuar mentindo.” 

Quando voltou para a escola, não foi autorizada a participar das aulas de exercícios. Em novembro de 2008, a notícia de seu transtorno alimentar se espalhou entre os alunos e, em vez de apoio, sofreu bullying. “As crianças populares jogavam comida na hora do almoço para mim e me diziam que estava engordando. Foi muito difícil de lidar.”

Nas férias de verão, passou a se exercitar das 5h às 17h, totalizando 12 horas. Aos 17 anos, chegou aos 28,5 kg. Teve um ataque cardíaco e seus pais foram informados que talvez não se recuperasse, porque os órgãos estavam prejudicados, mas conseguiu se restabelecer e foi transferida para uma unidade de transtornos alimentares. 

Embora tenha conseguido recuperar 15,8 kg depois de deixar a unidade, não estava pronta para se livrar do distúrbio. Constantemente, não se sentia bem e ia parar no hospital. Em 2012, percebeu que não poderia continua assim e seguiu à risca o tratamento de um centro de tratamento alimentar. Com 47,6 kg, quer aumentar a conscientização sobre a doença e se tornar uma terapeuta especializada no assunto.

Jornal Midiamax