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Corte dos plantões pode gerar caos na saúde durante feriadão

Secretario descarta e diz que ‘tudo está sob controle’

Midiamax Publicado em 17/04/2015, às 23h46

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Secretario descarta e diz que ‘tudo está sob controle’

A próxima semana, quando haverá folga emendada até o dia 21de Abril, feriado de Tiradentes pode ser de mais demora e até tumulto nas unidades de saúde de Campo Grande. Ao menos esta é a previsão do Conselho Municipal de Saúde, responsável por fiscalizar as atividades do setor na Capital.  Isto porque o órgão vê como um erro o corte de plantões dos enfermeiros feito pela Prefeitura como medida para enxugar a folha de pagamento do Executivo. 

“A maioria dos enfermeiros já atingiu o número máximo de plantões permitidos pela Sesau. Agora com o feriado haverá dificuldade de compor escala dos trabalhadores das UBS e UPAS. E quem estiver escalado pode não ir trabalhar por causa desta determinação e se for trabalhar pode não receber”, pontuou Gianne França, conselheira municipal.

Os membros do Conselho decidiram ainda expor à imprensa a dificuldade que enfrentam atualmente em manter diálogo com o prefeito Gilmar Olarte. Segundo eles foi comunicado, por exemplo, que a centralização de atendimento pediátrico do Cempe (Centro Municipal Pediátrico) só pioraria a situação da Saúde. E ainda que o pagamento de até 300% a mais nos salários de médicos do Cempe fere a legislação do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Foi revogado este decreto, no entanto, queremos salvamos os R$ 2 milhões gastos no Cempe. Avisamos isso ao prefeito, mais ele não nos ouve”, comentou o coordenador Sebastião Junior.

O Conselho, inclusive, diz que o atendimento do Cempe é de 6 mil ao mês, enquanto nas UPAs, que custa por mês pouco menos de R$ 2 milhões, aproximadamente 23 mil pessoas são atendidas.

“Poderia se investir de outro modo e cortar o número de comissionados”, sugere o coordenador.

Em suma, o Conselho pede que a Prefeitura dê total prioridade a Saúde, e principalmente ouça os conselheiros.  Esta é outra queixa levantada pelos conselheiros: a dificuldade de dialogar com o Executivo. Conforme Sebastião, o órgão enviou um ofício ao secretário da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Jamal Salem, no dia 6 de fevereiro deste ano com sugestões para conter gastos com a folha de pagamento da pasta, no entanto, nunca ninguém o respondeu.

Como forma de fiscalizar os serviços e a qualidade do trabalho nas unidades de saúde, os membros do conselho estarão nos postos para acompanhar a execução dos plantões.

Por sua vez, Jamal Salém, descartou a possibilidade de caos na saúde levantada pelo Conselho. De acordo com o secretario não faltará médicos e enfermeiros nas unidades de saúde de Campo Grande durante o feriadão. “Está tudo sob controle”, garantiu.

Sobre os cortes nos plantões, Jamal esclareceu que portaria do Ministério da Saúde preconiza um número certo de enfermeiros e médicos para cada unidade de atendimento, e os postos de saúde da Capital estava com número a mais que o indicado.

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