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Cientistas revertem vitiligo em paciente com droga para artrite

Medicamento Tofacitinib restaurou em poucos meses a pigmentação da pele

Clayton Neves Publicado em 24/06/2015, às 14h19

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Medicamento Tofacitinib restaurou em poucos meses a pigmentação da pele

Pesquisadores de Yale descobriram que um medicamento desenvolvido para tratar casos de artrite reumatoide conseguiu restaurar a pigmentação da pele de uma paciente que sofria de vitiligo – uma doença autoimune em que as células do sistema de defesa do organismo atacam os melanócitos, produtores de melanina (pigmento que dá cor à pele).

Os dados foram publicados nesta quarta-feira (24) na revista “JAMA Dermatology”. A investigação foi conduzida pela equipe do cientista Brett King, da Escola de Medicina da Universidade Yale.

Um ano atrás, esse grupo de cientistas já havia constatado que o mesmo composto fármaco estimulava o crescimento de cabelo e pelos em pessoas que sofrem de alopécia universal, quando há perda de todos os pelos do corpo.

Em um comunicado divulgado pela instituição, os pesquisadores explicaram que já tinham registrado bons resultados em camundongos ao tratar um paciente com a droga Tofacitinib – desenvolvida pela Pfizer – um caso de psoríase em placas, condição caracterizada por áreas vermelhas escamosas na pele.

O mesmo medicamento foi usado ainda para estimular o crescimento de cabelo e pelos em um homem com alopécia universal. O caso foi descrito na revista “Nature” no ano passado.

A partir dessas comprovações, o autor do estudo, Brett King, e sua equipe decidiram testar o medicamento em uma mulher de 53 anos com vitiligo. Ela tinha grandes manchas brancas no rosto, mãos e outras partes do corpo.

Dois meses após iniciar o tratamento, as manchas começaram a reduzir e a cor normal da pele foi reaparecendo. Cinco meses após o uso do Tofacitinib, os médicos constataram que as manchas brancas do rosto e das mãos retrocederam significativamente. O estudo afirma que o medicamento não provocou efeitos colaterais.

Novos testes com o remédio e outro similar vão ser realizados em mais pacientes. De acordo com King, a possível aplicação desta droga pode revolucionar o tratamento em pacientes com esta condição.

Jornal Midiamax