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Autoridades denunciam que Israel nega tratamento de saúde a presos palestinos

Comissão diz que o governo priva "deliberadamente" os grevistas de atendimento e os mantém isolados 

Clayton Neves Publicado em 28/09/2015, às 11h24

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Comissão diz que o governo priva “deliberadamente” os grevistas de atendimento e os mantém isolados 

Autoridades palestinas denunciaram neste domingo que sete presos palestinos em greve de fome se encontram em situação crítica pela rejeição das autoridades israelenses a disponibilizar tratamento médico em hospitais.

O presidente da Comissão para os Assuntos dos Presos, Issa Qaraqe, informou hoje que o estado de saúde de sete presos palestinos que se mantêm em greve de fome em prisões israelenses se deteriorou “consideravelmente”, recolheu a agência de notícias oficial “Wafa”.

Segundo a mesma, há 40 dias 17 presos rejeitam ingerir alimentos ou vitaminas, além de água, para protestar por sua detenção administrativa, que permite a Israel encarcerar suspeitos por períodos de seis meses renováveis sem realizar julgamento e nem apresentar provas.

A comissão assegura que o governo israelense priva “deliberadamente” os grevistas de atendimento de saúde e os mantém isolados ou junto com criminosos comuns para tentar que encerrem a greve de fome.

De acordo com a “Wafa”, a comissão liderada por Qaraqe apresentou um pedido perante a Corte Suprema israelense para solicitar a transferência dos presos a um hospital e que ali recebam os cuidados médicos necessários.

Por sua vez, a agência de notícias “Ma’an” garantiu que um porta-voz do Serviço de Prisões israelense mantém que os presos “só estão em greve há 30 dias, e não é necessário que sejam levados a um hospital até os 35”.

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