Coronel Fellipe, cofundador da operação lei seca, viaja para Europa para observar segurança pública e privada e replicar modelos no Brasil

Ex-coronel da Polícia Militar é autor de três operações mais importantes do estado do Rio de Janeiro e ativista da segurança pública
| 20/04/2022
- 16:59
Coronel Fellipe, cofundador da operação lei seca, viaja para Europa para observar segurança pública e privada e replicar modelos no Brasil

Coronel Fellipe, nasceu em uma família de militares e ingressou na Polícia Militar aos 18 anos. Aos 40 anos, foi promovido ao posto máximo na corporação e se tornou coronel, o mais novo da história do Rio de Janeiro. Coronel Fellipe entrou para a reserva e deixou um legado de operações que repercutiu no Rio de Janeiro e no Brasil.


A operação mais conhecida mudou a história dos motoristas brasileiros, reduziu o número de acidentes no trânsito e consequentemente, o número de mortes. A Lei 11.705 de 2008 ficou nacionalmente conhecida por Lei Seca é de autoria do deputado carioca Hugo Leal. Mas, foi no comando do coronel Fellipe que virou a Operação Lei Seca no Rio de Janeiro no ano de 2009 e se espalhou por todo o Brasil.
O cofundador da maior Operação de combate a embriaguez ao volante no país, criou um modelo de tolerância zero álcool ao volante, que a cada ano foi sendo aprimorada e replicada Brasil afora, principalmente nos feriados nacionais e prolongados.


Além da Operação Lei Seca, Coronel Fellipe também é cofundador da Operação Barreira Fiscal, uma estratégia para realizar fiscalizações eficientes nos postos fiscais das rodovias cariocas e evitar a entrada de mercadorias ilegais e sonegação de impostos. A Operação também foi capaz de coibir a entrada de armas, drogas, produtos pirateados, combustíveis adulterados e evitou crimes ambientais.
Entretanto, foi a Operação Segurança Presente que levou milhares de foragidos da justiça às prisões e pacificou regiões de grande fluxo de pessoas na cidade do Rio de Janeiro e em diversas cidades do estado, a maior Operação criada pelo coronel. A Segurança Presente se tornou a principal política de segurança pública do Rio de Janeiro ao levar a polícia para perto da população e com isso, garantir a redução da criminalidade.


A Operação Segurança Presente foi objeto de um estudo que apontou que através de voluntários, o efetivo nas ruas poderia ser ampliado e a partir de então, ter a segurança aumentada. A operação começou com policiais militares cedidos, de e da reserva, e também, egressos das Forças Armadas, mão de altamente preparada e dispensada após o tempo de serviço dispensado ao exército.
Uma estrutura inspirada na política de Tolerância Zero implantada em pelo então prefeito Rudolph Giuliani, que considerava que pequenos crimes deveriam ser punidos, para que se garantisse uma sensação de segurança e um ambiente desfavorável à criminalidade.


De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça, o Brasil tem mais de 310 mil foragidos da justiça; cerca de 100 mil apenas no estado do Rio de janeiro. Com a Operação Segurança Presente, mais de 1.000 presos foram presos em um período de 14 meses. Uma média de 70 criminosos presos por mês, fora os foragidos presos em flagrante. Até 2021, foram 5.992 capturas de foragidos da justiça.
Desde seu início, em 2015, as prisões impactaram na redução dos crimes cometidos nas ruas. Foram 29.729 prisões efetuadas em seis anos. O Centro da cidade do Rio de Janeiro foi uma das áreas que mais registraram a pacificação. Com a diminuição da criminalidade, a região foi revitalizada, o que viabilizou inclusive, a realização das Olimpíadas em 2016. A Operação recebeu maciço apoio dos comerciantes e do governo do estado do Rio.

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A assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público, garantiu a presença de um assistente social nas abordagens policiais. O profissional auxilia no atendimento às pessoas em situação de rua. Somente no Centro e na Lapa, já foram quase 140 mil atendimentos sociais. Usuários de drogas tiveram as vidas transformadas após os atendimentos.


Com a tolerância zero, as delegacias passaram a receber cada vez mais presos e a Operação contemplou também voluntários de folga do efetivo da Polícia Civil. Com o estado custeando a mão de obra, os salários chegavam a dobrar. A Operação que teve como beneficiária a população, garantiu um ganho extra considerável aos voluntários. Mais 10 mil voluntários passaram a trabalhar em um efetivo de três mil policiais militares e Forças Armadas nas ruas todos os dias. Atualmente, há uma luta para que sejam pagas horas extras aos voluntários, o que depende exclusivamente de boa vontade política.
A Operação Segurança Presente recebeu 97% de aprovação da população carioca, que saiu às ruas para garantir que a Operação continuasse. No Aterro do Flamengo, bairro que tem uma das vistas mais lindas do estado, tombada pelo Patrimônio Histórico, a tranquilidade garantida pela Operação levou de volta às ruas as famílias moradoras do local; antes, acuadas pela violência.


O reflexo dos números positivos foi a implantação da Operação em diversas cidades do estado do Rio de janeiro e em dois outros estados, Alagoas e Maranhão. Em Maceió, na capital do Alagoas, uma das orlas mais famosas da costa nordestina foi pacificada pela Operação Segurança Presente; o que levou de volta a segurança aos moradores e milhares de turistas que passam por lá todos os anos.
A Operação Segurança Presente se destacou pela transparência e eficácia na redução da criminalidade. Um modelo aprovado pela população, polícias e pelos governos. Segundo o coronel da reserva, “a Segurança Presente complementa o trabalho da PM em determinadas regiões. A Operação garante um empoderamento da sociedade civil organizada, uma vez que a sociedade recebe a segurança; ela faz questão de não perder e luta por aquilo que melhorou sua vida.”


Atualmente à frente do Grupo Sunset, o coronel da reserva atua na área de vigilância e segurança, facilities e tecnologia. Em sociedade com o Grupo GPS, faturam cerca de 220 milhões de reais por ano. Em viagem à Europa para observar a segurança dos estádios europeus durante a Champions League para replicar no Maracanã, um dos locais nos quis a empresa familiar realiza a segurança, o coronel aproveita para estudar o policiamento de Madrid, e identificar pontos positivos que possam ser replicados no Brasil. Autointitulado de ‘ativista na área de segurança pública’, o coronel acredita que pode e vai colaborar muito para que o modelo de segurança pública nacional seja melhorado e ampliado.

*Esta é uma página de autoria de VARIEDADES ASSESSORIA JC MKT e não faz parte do conteúdo jornalístico do MIDIAMAX

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