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Cientistas clonam vírus da zika para desenvolver vacina

A equipe pretende conhecer melhor o vírus

Norberto Liberator Publicado em 17/05/2016, às 13h42

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A equipe pretende conhecer melhor o vírus

Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveu uma nova tática para o combate ao vírus zika: a clonagem. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16) na publicação científica Cell Host and Microbe. O clone serviria para ajudar a entender a ação do vírus em organismos vivos, a fim de criar uma vacina.

O cientista-líder do grupo, Pei-Yong Shi, dividiu o vírus em cinco partes e, a partir delas, clonou fragmentos separados, de acordo com a rede britânica BBC. Depois, a equipe analisou se os clones representavam cópias fieis do genoma original. A finalização do processo foi feita por meio de testes em mosquitos Aedes aegypti e em ratos.

Conhecendo melhor o vírus

Clonando o zika, os cientistas podem entender melhor seu funcionamento. Ele é conhecido desde 1947, mas sempre foi visto como inofensivo ou menos perigoso, já que provocava apenas uma espécie branda de dengue. Em 2015, quando um estudo comandado pela brasileira Ana de Filippis divulgou sua possível relação com a microcefalia, ele começou a causar preocupações.

A relação foi comprovada em abril deste ano. Pesquisas recentes chegaram à conclusão de que a variação existente no Brasil não é a mesma conhecida anteriormente, a africana. Estudos têm sido feitos para descobrir se a espécie africana causaria microcefalia, já que existem suspeitas de que a linhagem brasileira seria mais agressiva.

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