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Venda de smartphone cai entre abril e maio, pela 1ª vez no Brasil

Comercialização deve cair 12% no segundo trimestre, estima IDC

Gerciane Alves Publicado em 02/07/2015, às 16h13

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Comercialização deve cair 12% no segundo trimestre, estima IDC

A venda de smartphones no Brasil caiu 1% em abril e despencou 16% em maio de 2015, em relação ao desempenho destes mesmos meses no ano passado, informou nesta quinta-feira (2) a IDC, consultoria especializada em tecnologia e que acompanha o mercado. Segundo a empresa, essa é a primeira vez que a comercialização de celulares inteligentes recua.

Em abril, as vendas foram de 4,86 milhões, enquanto maio registrou volume ainda menor, de 3,89 milhões. Os dados fazem parte dos relatórios mensais da IDC. A expectativa da consultoria é que o trimestre feche com queda de 12%.

Segundo o analista de pesquisas da IDC, Leonardo Munin, a previsão anterior era de que a comercialização cresceria 5%. Isso considerando que os dois meses incluem o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, datas comemorativas que não impulsionam o mercado de smartphones.

O desencontro entre expectativa e o que ocorreu de fato é fruto, afirma a IDC, do “momento econômico do Brasil”. Abril foi marcado pelo lançamento dos novos smartphones top de linha da Samsung, o Galaxy S6 e o Galaxy S6 edge.

Em junho, a LG começou a vender o G4. No último dia do mês, a Xiaomi anunciou sua chegada ao Brasil da Xiaomi, a “Apple chinesa”. Segundo Hugo Barra, diretor de expansão internacional do Brasil, afirmou estar confiante e acredita que atual situação econômica favorece os smartphones baratos.

Entre abril e maio, a alta do dólar foi o maior vilão. Fez aparelhos intermediários ficarem entre R$ 30 e R$ 60 mais caros e os tops, encarecerem entre R$ 100 e R$ 200. Fecha o quadro a baixa confiança do consumidor.

Isso fez tanto as lojas como os canais de distribuições ficaram com os estoques lotados. A derrapada dos smartphones entre abril e maio fez a IDC rever para baixo sua previsão inicial de vendas neste ano. Se antes, esperava que 2015 fechasse com 63,5 milhões de unidades comercializadas, agora a expectativa é de 54 milhões.

Jornal Midiamax